Tavira requalifica frentes de mar

Tavira requalifica frentes de mar

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Zona das Quatro Águas em Tavira
Investimento da Sociedade Polis promete revolucionar Quatro Águas

Tavira está prestes a sofrer uma revolução nas frentes ribeirinhas da cidade e o tiro de partida foi dado recentemente pela Sociedade Polis Litoral Ria Formosa, com o lançamento do concurso para a Empreitada de Requalificação das Quatro Águas, entre a curva da fábrica e a zona de embarque para a Ilha de Tavira.

É certo que obra feita só surgirá a partir do início do próximo ano, mas várias são as empreitadas lançadas que por fases transformarão vários pontos da cidade ao longo das margens do Gilão e da Ria Formosa.

A obra da Polis

São quase três milhões de euros de preço base que, promete a Sociedade Polis, reconfigurarão com a inauguração no início de 2015 toda a extensão da estrada das Quatro Águas e zonas envolventes. O concurso já está lançado e prevê a requalificação da via e a criação de percursos pedonal e ciclável entre a cidade e a zona de embarque para a Ilha de Tavira.

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Soma-se a requalificação ambiental da envolvente e a sua adaptação com mobiliário urbano, áreas verdes, terminais para transportes públicos e valorização geral.

Entretanto, revelou ao POSTAL Jorge Botelho, presidente da autarquia tavirense, já está a decorrer a requalificação da rampa de acesso ao Rio Gilão em frente ao antigo Mercado Municipal, na margem oposta, que ficará equipada com água e luz e passará a ser um acesso privilegiado para as embarcações.

A decorrer está também a empreitada de requalificação do Parque Verde do Séqua, na margem esquerda do rio, entre a ponte ferroviária e a zona em frente ao terminal rodoviário da cidade.

No fim do ano entra em obra a requalificação da zona da Docapesca, no centro da cidade, que afastará do local os carros estacionados, substituindo-os por uma zona de passeio ribeirinho, revelou ainda o autarca, que encerra assim as três intervenções da responsabilidade da autarquia.

Em aprovação em Lisboa está a estrutura do cais de embarque das Quatro Águas que melhorará definitivamente as condições de embarque para os barcos com destino à Ilha de Tavira.

Para trás ficou a obra maior, o Porto de Pesca de Tavira, que como refere Jorge Botelho, o secretário de Estado do Mar “meteu na Gaveta”, isto apesar de, “anos de luta por manter o projecto na agenda das obras da responsabilidade da administração central”.

As obras no seu todo inserem-se numa estratégia de “aproximar Tavira de um dos seus eixos de desenvolvimento fundamentais, o mar”, diz o autarca, que realça ainda “a aposta da autarquia no aumento de pontos de amarração de embarcações em várias zonas ribeirinhas, através de estruturas leves, nomeadamente os denominados fingers (dedos em inglês)”.

“A reabilitação urbana e a aproximação da cidade às zonas ribeirinhas tem de ser um objectivo primordial da intervenção na cidade para preparar Tavira para o futuro”, remata o presidente da Câmara.

 

 

 

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