Três grandes do futebol algarvio mostram sangue novo

Três grandes do futebol algarvio mostram sangue novo

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Da esquerda para a direita Isidoro de Sousa, Abel Xavier e Igor Campedelli
Olhanense luta pela manutenção

Há 20 anos que o Algarve não colocava três equipas nas duas principais divisões do futebol português. Na época 1993/94, tínhamos o Farense a militar no principal escalão e Portimonense e Louletano disputar a então denominada 2.ª Divisão de Honra.

Hoje temos o Olhanense na primeira divisão e o Portimonense e o regressado Farense, ambos na segunda, a representar a região no futebol profissional português.

 Nova SAD e perfume italiano

Depois de uma época muito conturbada, onde os salários em atraso foram uma constante, o Olhanense conseguiu, ainda assim, a manutenção na Liga Zon Sagres, mercê do 14.º posto alcançado na derradeira jornada.

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Resolver as questões financeiras através da constituição de uma SAD, suportada por investidores italianos, foi a forma alcançada por Isidoro Sousa para viabilizar a presença na actual edição da liga.

Mas as mudanças também se fizeram ver ao nível da equipa técnica, com o estreante Abel Xavier a assumir o comando dos rubronegros.

O defeso trouxe ainda mais mudanças ao nível do plantel, naquele que terá sido um verdadeiro calcio mercato, tantas foram as aquisições feitas em equipas transalpinas.

Ao todo são onze jogadores com ligação a clubes italianos adquiridos durante o defeso. O guarda-redes esloveno Belec, os defesas Mladen, Ricardo Ferreira e Coubronne, os médios Daniel Bessa, Pelé, Cica e Bigazzi e os atacantes Mehmeti, Dionisi e Vojtus.

De salientar ainda as entradas do senegalês Diakhité, Celestino e João Ribeiro. Ricardo, Luís Filipe, Jander, o capitão Rui Duarte e Lucas Souza, foram dos poucos que transitaram da época passada.

Dentro das quatro linhas o trabalho que agora começou (decorreram três jornadas) é satisfatório e os rubronegros somam quatro pontos e ocupam o 10.º posto.

 Portimonense estável promete campeonato tranquilo

Se os comandados por Lázaro Oliveira conseguirem melhorar a performance da época anterior podem até sonhar com o regresso à elite do futebol português. O 6.º lugar alcançado é, contudo, difícil de igualar, tal o equilíbrio que ano após ano se verifica na segunda liga.

Para já, é de prever que a manutenção seja uma realidade, até porque a equipa do barlavento algarvio é, das três, aquela que maior estabilidade apresenta.

Para se ter uma ideia, do 11 apresentado na última jornada, sete são repetentes e o capitão Ricardo Pessoa, que jogou no Moreirense na época passada, regressou para a oitava época no clube.

Mas houve, claro, lugar a mexidas no elenco alvinegro. Nas entradas destaque para a contratação, no último dia de transferências, dos médios japoneses Kanasaki e Theo, e para outros nomes que já figuram entre as opções do técnico, como são os casos de Vítor Moreno, Semedo  e Dyego Sousa.

O defesa Diogo Mateus, o internacional sub-20 Ricardo Alves e o médio Rui Correia, são outros dos nomes que prometem fazer esquecer as saídas de jogadores como Ruben Fernandes, Chico, Nascimento, Wakaso, Vítor Gonçalves, Felício ou Simi.

Para já o Portimonense segue com 7 pontos, no 10.º lugar, fruto das goleadas impostas a Farense e Atlético, das derrotas com Porto B e Benfica B e de um empate em Santa Maria da Feira.

 Da euforia da subida à fuga da descida

A tarefa mais difícil parece ser a do Farense, recém-promovido e com inúmeras mexidas no plantel que tão boa conta deu de si no terceiro escalão. Alguns reforços sonantes, com destaque para Neca, Fábio Felício ou Livramento, emprestam alguma da experiência e qualidade necessárias à busca pela manutenção. Mas a verdade é que até agora o destaque vai apenas para as alterações feitas no plantel do qual transitaram apenas Hugo Luz, Bilro, Ibukun, Matias e Diop e onde as muitas entradas tardam em comprovar a aposta feita, ou não estivesse o Farense na lanterna vermelha com apenas dois pontos e sem qualquer golo marcado ao fim de cinco jornadas.

 

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