Um dia igual aos outros celebra mulheres únicas

Um dia igual aos outros celebra mulheres únicas

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secretário geral das nações Unidas
O secretário geral das nações Unidas destaca a importância da igualdade para as mulheres

Os dias internacionais têm sempre importância pela significância que lhes está associada, mas esta importância é tão mais relativizável quanto a substância do que se assinala.

No caso de hoje, Dia Internacional das Mulheres, permitam-me, é no presente um dia igual aos outros mais virado para o comércio do que para qualquer outra coisa, que celebra, isso sim, todas e cada uma das mulheres do mundo como mulheres únicas.

Instituído em 1975 pelas Nações Unidas (ONU), 8 de Março, é o Dia Internacional das Mulheres, e este ano a organização internacional escolheu para mote o chavão “Igualdade para as mulheres é progresso para todos”.

Para Ban ki-moon, secretário geral das Nações Unidas, “assinalamos este dia dando enfâse à importância de alcançarmos a igualdade para as mulheres e raparigas, não só porque se trata de uma questão de justiça e direitos humanos fundamentais, mas porque o progresso nas mais diversas áreas depende dessa igualdade”.

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O responsável da ONU realça na sua mensagem sobre o tema que, “países com maior igualdade de género têm melhor crescimento económico” e que “empresas com maior participação feminina na administração alcançam melhores performances”, bem como, diz “acordos de paz que incluem mulheres são mais duradouros”.

O responsável reforça a ideia afirmando que “parlamentos com maior participação feminina aprovam legislação com maiores preocupações com os problemas chave da área social” e remata com uma frase de ouro “A evidência é clara: igualdade para as mulheres significa progresso para todos”.

Entretanto, do muito que se evoluiu, as mulheres continuam hoje e na vasta maioria dos países a ganhar menos do que os homens, a trabalhar mais do que eles, para tanto somando a fatia de leão dos afazeres domésticos e familiares ao trabalho fora de casa, a serem mais vulneráveis do que os homens aos abusos de poder e arcarem com a responsabilidade inumana de criar e educar gerações sucessivas de todos nós.

Há nestes como noutros aspectos tanto a percorrer em prol de uma supostamente atingível igualdade como tudo o que a humanidade já percorreu, senão mais.

Há todo um percurso a fazer que importa fazermos todos e que é muitíssimo mais duro do que lembrarmo-nos das mulheres um dia por ano ou mesmo todos os dias do ano.

Há que fazer este trilho em conjunto, na diversidade e na dificuldade, como nas conquistas e nos sucessos, e nunca esquecer que os dias são todos iguais e que as mulheres, essas, são únicas.

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