Algar e Banco Alimentar unem esforços

Algar e Banco Alimentar unem esforços

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Centenas de pessoas aderiram à mega aula de zumba em Faro
Centenas de pessoas aderiram à mega aula de zumba em Faro

A Algar juntou no passado sábado centenas de pessoas no Pavilhão Afonso III, em Faro, numa gigantesca aula de zumba que, mais do que pôr os farenses a praticar desporto, pretendeu sensibilizar a população para um novo projecto da empresa.

“Separar para Alimentar” é o nome da campanha que une durante um ano – para já – a empresa responsável recepção, transferência, tratamento e valorização dos resíduos sólidos produzidos no Algarve e o Banco Alimentar do Algarve com o objectivo de ajudar na disponibilização de alimentação para as crianças mais desfavorecidas da região.

Iniciada em Dezembro de 2013, esta campanha que é resultado de um protocolo entre a Algar e a associação Entreajuda visa recolher embalagens de plástico, de metal e de cartão para alimentos líquidos (ECAL), que uma vez vendidas permitirão comprar bens alimentares para as crianças que são apoiadas pelo Banco Alimentar Contra a Fome do Algarve.

Macário Correia dá o exemplo

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Macário Correia, recentemente nomeado administrador da Algar, esteve presente na iniciativa realizada em Faro e deu o mote, convencendo um grupo de jovens a começarem imediatamente a recolha dos resíduos que pudessem ser utilizados para ajudar a campanha nas imediações do pavilhão desportivo.

As receitas de toda a campanha são investidas na aquisição de alimentos para crianças até aos três anos, uma área em que o Banco Alimentar tem défice na capacidade de resposta dada aos seus milhares de beneficiários na região. 

O que fazer para ajudar

As embalagens destinadas a esta campanha, esclareceu ao POSTAL a responsável pela comunicação da Algar, “têm de ser entregues nas instalações da Algar espalhadas por todos os concelhos do Algarve e nas instalações do Banco Alimentar de Faro e Portimão”.

Não contam por isso para este esforço as embalagens depositadas nos ecopontos da empresa, uma situação que a mesma fonte diz “pretender fazer com que as pessoas reciclem com um objectivo específico, o de ajudar as crianças apoiadas pelo Banco Alimentar, razão pela qual têm de entregar as embalagens em sítios específicos”.

Ainda assim, este será um forte obstáculo à efectividade da campanha lançada pela Algar, uma vez que, as pessoas terão de se deslocar para entregar as embalagens e permitir que estas contem verdadeiramente para transformar resíduos em alimentos.

Segundo Nuno Alves, presidente da Direcção do Banco Alimentar do Algarve “existe grande carência de bens alimentares próprios deste segmento, nomeadamente, o leite para recém-nascidos, papas e farinhas lácteas” e esta será sempre uma grande ajuda para aquela que é uma das instituições de referência no apoio social na região.

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