Espanha procura restos mortais de Cervantes

Espanha procura restos mortais de Cervantes

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Imagem da fachada do Convento de las Trinitarias Descalzas em Madrid
Imagem da fachada do Convento de las Trinitarias Descalzas em Madrid

O Mosteiro de San Ildefonso y San Juan de Mata em Madrid, mais conhecido pelo seu antigo nome de Convento de las Trinitarias Descalzas de San Ildefonso, acolhe a partir de hoje uma das mais importantes investigações históricas levadas a cabo em Espanha, a da tentativa de recuperação dos restos mortais do rosto maior da literatura espanhola, Miguel de Cervantes.

O edifício cuja fundação remonta ao reinado de Felipe II de Espanha (que foi Filipe I de Portugal, a partir de 1580) é segundo os especialistas a última morada do escritor espanhol Miguel de Cervantes Saavedra, que ali terá sido sepultado depois da sua morte em 1616.

Quase 400 anos depois da morte do génio literário autor de Dom Quixote de La Mancha, têm início as buscas dos seus restos mortais no convento onde, cumprindo o seu desejo, se acredita que foi enterrado.

Um grupo de pesquisadores vai levar a cabo uma análise dos possíveis locais onde possam estar depositados os restos mortais do escritor, recolhendo amostras que permitam realizar os testes necessários.

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Depois de processar toda a informação será possível, no mês seguinte, obter uma “imagem tridimensional absolutamente completa de todo o edifício”, explicou o médico legista Francisco Etxeberría.

Com a primeira fase concluída e com resultados positivos, a segunda fase passará por extrair os restos mortais do escritor, acção que estará a cargo da equipa liderada por Francisco Etxeberría.

Uma vez recolhidos os restos mortais, a última fase passará por identificar os mesmos através de características antropológicas, tais como as lesões que o escritor sofreu na Batalha de Lepanto, em 1571, dois tiros no peito e um na mão esquerda.

A primeira tentativa de localizar os restos mortais do escritor começa logo pela manhã no convento actualmente habitado por freiras.

(com Agência Lusa)

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