INE faz retrato da saúde no país

INE faz retrato da saúde no país

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INE analisou dados da Saúde no país
INE analisou dados da Saúde no país

O Dia Mundial da Saúde foi hoje comemorado e para assinalar a data o Instituto Nacional de Estatística (INE) olhou para os dados da saúde no país. Há boas e más notícias, mas acima de tudo importa ler nas entrelinhas da análise realizada pelo órgão estatístico nacional a importância incontornável do Serviço Nacional de Saúde.

A análise do INE que põe sob o microscópio a década 2002 – 2012 revela logo à cabeça que o número de hospitais no país não teve grandes alterações, mas os privados cresceram, ainda que pouco. Em 2012, dos 214 hospitais que serviam os portugueses 104 eram privados contra 110 públicos, com os primeiros a cresceram em termos absolutos em 10 anos apenas de 94 para 104 unidades.

As urgências

O ano de 2012 somou em todos os hospitais sete milhões e 300 mil atendimentos em urgências, dos quais 88% tiveram resposta num hospital público.

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Mas o INE revela que enquanto as urgências no público mantiveram o seu número relativamente estável ao longo da década até 2010, verificando-se uma queda nos últimos dois anos, no privado a resposta a urgências foi sempre crescente, tendo na prática duplicado o número de atendimentos. A fechar a década, em 2012, os hospitais privados realizaram mais de 800 mil atendimentos.

Camas crescem no privado e encolhem no público

Já no que toca a camas, durante a mesma década, o comportamento dos dados volta a ser dissonante com o público a perder três mil camas e o privado a vê-las crescer em 1.400. Contas feitas o país perdeu numa década 1.618 camas hospitalares, revelam os dados estatísticos.

Menos internamentos

Os hospitais públicos registaram uma queda nos internamentos e no número médio de dias de internamento durante a década que separa 2002 e 2012. Neste último ano os hospitais do Estado acolheram 936 mil dos 1,2 milhões de internamentos verificados nas unidades de saúde do país.

Os internamentos representaram em 2012, 10 milhões de dias de incapacidade para as pessoas afectadas revela o INE.

Mais consultas externas

O país no seu todo e na década em análise viu as consultas externas dos hospitais registarem aumentos sucessivos de mais de nove milhões em 2002, mais de 13 milhões em 2007, mais de 15 milhões em 2008 e mais de 16 milhões a partir de 2011.

Esta tendência, revelam os dados apurados, é comum aos hospitais oficiais e privados, embora mais marcada no caso dos privados.

Cirurgias

Os dados estatísticos compilados pelo INE mostram que em 2012 nos hospitais portugueses foram realizadas cerca de 880 mil grandes e médias cirurgias e cerca de 185 mil pequenas cirurgias.

O número de grandes e médias cirurgias cresceu de forma contínua entre 2002 e 2010, tendo ultrapassado 900 mil em 2009 e 2010, registando-se uma diminuição em 2011 e 2012 (menos 25 mil e menos 11 mil, respectivamente).

Cerca de 75% das grandes e médias cirurgias realizadas no ano 2012 ocorreram em hospitais oficiais, 86% foram programadas, isto é, sujeitas a marcação prévia.

Do que se morre em Portugal

As doenças do aparelho circulatório e os tumores malignos são as duas principais causas básicas de morte em Portugal, conclui o INE ao espelhar a realidade dos dados dos sistemas de informação de saúde que revelam que “estes dois conjuntos de doenças estiveram na origem de mais de metade dos óbitos no país, representando respectivamente 30,4% e 23,9% dos 107 969 óbitos registados em 2012.

Relevantes são também a nível nacional as mortes devidas a doenças do aparelho respiratório, que representaram 12,9% do total de óbitos ocorridos em 2012, e aquelas em que a causa básica de morte foi a diabetes (4,5% em 2012).

Não obstante, de acordo com os dados apurados, taxa bruta de mortalidade por doenças do aparelho circulatório reduziu-se 21% em 10 anos, contrariamente à mesma variável quando aplicada aos casos de tumores malignos onde numa década o aumento foi de 14,1%.

Em 2012 registaram-se 4 012 óbitos causados por tumor maligno da laringe, traqueia, brônquios e pulmão; 2 691 óbitos ocorridos por tumor do cólon; 2 376 óbitos motivados por tumor maligno do estômago; 1 814 óbitos por tumor maligno da próstata; 1 758 óbitos por tumor maligno da mama (feminina); 390 por tumor maligno dos ovários; 216 por tumor maligno do colo do útero, refere o INE neste exame à década 2002-2012, disponibilizado no Dia Mundial da Saúde pelo instituto (VER).

 

 

 

 

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