Caçadores recolhem 60 toneladas de lixo

Caçadores recolhem 60 toneladas de lixo

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Caçadores também limparam as praias da Retur, Verde e Altura
Caçadores também limparam as praias da Retur, Verde e Altura

O passado domingo foi a data escolhida pela Federação de Caçadores do Algarve (FCA) para levar a cabo a acção de limpeza anual que junta os amantes da caça num evento regional em que a presa é o lixo espalhado pelos terrenos da região.

Sessenta toneladas de lixo foi quanto conseguiram recolher os cerca de três mil caçadores que aderiram ao evento que decorreu nos concelhos de Castro Marim, Faro, Olhão, São Brás de Alportel, Albufeira, Lagos, Silves, Tavira, Loulé e Monchique.

Este ano houve “menos lixo recolhido do que em anos anteriores”, revela em declarações ao POSTAL Vítor Palmilha. O dirigente associativo entende tratar-se de “um bom sinal a existência de menos lixo nos terrenos do interior”, facto que levou os caçadores este ano a alargarem a sua acção a zona do litoral cobrindo as praias da Retur, Altura e Verde.

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Com dinheiro apurado com a venda de cerca de 1.200 quilogramas de metal recolhido nesta operação e ainda aquele que resultar da venda do vidro e plástico recolhidos e que será entregue à Federação de Caçadores do Algarve pela Algar, a instituição associativa vai apoiar instituições de solidariedade social e famílias identificadas como tendo necessidades de electrodomésticos pelas autarquias.

Castro Marim apoia associações de caça

A jornada de limpeza da FCA serviu ainda para assinar os protocolos entre a autarquia de Castro Marim, liderada por Francisco Amaral, e as cerca de duas dezenas de zonas de caça daquele concelho.

Estes protocolos estabelecem a entrega de 1.500 euros a cada zona de caça em regime de apoio financeiro, tendo por contrapartida acções de silvicultura preventiva, desmatamento, vigilância e controlo das áreas rurais a serem levadas a cabo pelos caçadores locais num esforço conjunto para prevenir os incêndios.

Uma acção que segundo Vítor Palmilha “poderia ser repetida com sucesso em muitas outras zonas críticas quanto a incêndios na região, uma vez que, muitas vezes só os caçadores percorrem na sua actividade determinadas zonas do território”. 

Coelho bravo em situação de desastre ambiental

Na sequência da cobertura do evento pelo POSTAL, o líder da FCA lançou ainda um alerta relativo à situação de catástrofe que se vive no que respeita ao coelho bravo.

A espécie continua a estar sobre “gravíssima” ameaça, depois de “este ano o vírus hemorrágico que a afecta ter sofrido uma nova mutação, que dizimou a quase totalidade do efectivo”, refere Vítor Palmilha.

“Está em causa o equilíbrio ambiental e da fauna”, uma vez que, refere o dirigente associativo, “o coelho é a base da cadeia alimentar de muitas outras espécies de fauna”, ao mesmo tempo que “constitui a base das zonas de caça”.

O líder da FCA “critica o Ministério da Agricultura por não tomar medidas suficientes face a este flagelo e por em nada ajudar os caçadores que são largamente afectados”. “Em vez de nos apoiarem, não só não o fazem como ainda aumentam as taxas das zonas de caça que deveriam estar neste momento suspensas face à gravidade da situação”, sublinha Vítor Palmilha.

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