Culatra pode não chegar a votar nas europeias

Culatra pode não chegar a votar nas europeias

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O protesto fez-se ouvir na Ilha da Culatra durante o horário de funcionamento das urnas
O protesto fez-se ouvir na Ilha da Culatra durante o horário de funcionamento das urnas

Depois de ontem ter havido boicote às eleições na Ilha da Culatra, no concelho de Faro, hoje sabe-se que os habitantes da ilha barreira da Ria Formosa podem mesmo não vir a exercer o direito de voto, ainda que desistissem do boicote.

É que já hoje o director-geral da Administração Interna avançou à Agência Lusa que “só sabemos se as 12 freguesias vão a votos depois de apurar o número dos votos que chegam dos consulados”.

“Os consulados reúnem os votos mais difíceis de escrutinar, uma vez que, se forem em número inferior a 100 eleitores têm de se juntar para poderem ser contabilizados”, acrescentou, referindo o caso de Macau como exemplo.

Jorge Miguéis avançou ainda não estar previsto quando serão divulgados os resultados dos votos provenientes do estrangeiro.

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A esta hora há ainda 15 consulados por apurar de um total de 56, razão pela só estão apurados 78,87% dos votos consulares, revela o sítio oficial dos resultados eleitorais.

Para já no estrangeiro os votos, ao contrário do verificado em território nacional, dão a vitória à coligação dos partidos do Governo, Aliança Portugal, que junta PSD e CDS-PP, com 46,44% dos votos e deixam o PS para o segundo posto com 23,60%.

Se os votos consulares chegarem para determinar os mandatos ainda por atribuir dos 21 lugares de Portugal no Parlamento Europeu as eleições não serão repetidas nos 12 locais onde foram boicotadas a nível nacional.

Protesto na Culatra

Com a mesa de voto aberta, mas sem um único votante os residentes da Culatra boicotaram ontem as eleições europeias tendo por base o protesto pelo direito a habitarem a ilha nos seus três núcleos habitacionais, Culatra, Hangares e Farol.

As populações pugnam para a Ilha da Culatra por um tratamento idêntico ao dado ao núcleo central de habitações da Ilha de Faro e ao da Ilha da Armona, no concelho de Olhão, casos em que não estão previstas demolições no âmbito do Programa Polis.

Esta não é a primeira vez que a Ilha da Culatra boicota eleições, habituados que estão os ilhéus a terem de lutar até ao limite pelos seus direitos tantas vezes ignorados.

(com Agência Lusa)

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