Fim da guerra dita regresso de refugiados a Angola

Fim da guerra dita regresso de refugiados a Angola

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A guerra colonial e a guerra civil em Angola, entre 1961 e 2002, provocaram a deslocação forçada de quatro milhões de pessoas e o exílio de outras 600 mil
A guerra colonial e a guerra civil em Angola, entre 1961 e 2002, provocaram a deslocação forçada de quatro milhões de pessoas e o exílio de outras 600 mil

Os números foram revelados pelo responsável do departamento de Refugiados do Ministério da Assistência e Reinserção Social de Angola, Alfredo Leite, no âmbito do dia internacional do Refugiado, que se assinalou hoje.

“De 2002 a 2013 já regressaram mais de 500 mil angolanos que se encontravam na condição de refugiados”, explicou Alfredo Leite, em declarações emitidas hoje pela rádio pública de Angola. 

Guerra acabou em 2002

Em causa estão cidadãos angolanos que fugiram durante as várias décadas de guerra no país, que cessou em 2002, sobretudo para países da África Austral.

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De acordo com Alfredo Leite, a “maior parte” destes refugiados optaram pela permanência nos países de acolhimento, que lhes legalizaram a presença, atribuindo mesmo em alguns casos a nacionalidade.

Para este ano, o Executivo angolano prevê o regresso voluntário dos últimos 26 mil refugiados que manifestaram essa pretensão, que são provenientes nomeadamente da República Democrática do Congo e da Zâmbia.

Os números da guerra em refugiados

No plano contrário, de acordo com Alfredo Leite, em Angola vivem actualmente mais de 14.000 refugiados, de diferentes nacionalidades.

“A maior parte deste grupo encontra-se inserido nas comunidades, recebem apoio e assistência médica e medicamentosa, têm acesso ao ensino e podem exercer actividades remuneradas”, explicou o responsável pelo departamento de Refugiados do Ministério da Assistência e Reinserção Social angolano.

Segundo números do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), o conflito armado, com a guerra colonial e a guerra civil em Angola, entre 1961 e 2002, provocou a deslocação forçada de quatro milhões de pessoas e o exílio de outras 600 mil.

(Agência Lusa)

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