Prémio Maria Veleda apresentado na UAlg

Prémio Maria Veleda apresentado na UAlg

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Maria Veleda
Apresentação teve lugar na Sala de Seminários da Biblioteca da UAlg

O Prémio Maria Veleda foi apresentado e divulgado em sessão pública, na passada sexta-feira, na Sala de Seminários da Biblioteca Central da Universidade do Algarve, com a presença de Adriana Nogueira, actual directora da Biblioteca, e da oradora convidada e investigadora Natividade Monteiro.

Alexandra Gonçalves, directora regional da Cultura do Algarve, apresentou o júri e as suas notas biográficas, bem como o enquadramento dos objectivos e do regulamento associado a esta iniciativa.

O Prémio Maria Veleda é uma iniciativa da Direcção Regional de Cultura do Algarve, que propõe destacar e reconhecer a actividade cultural de personalidades algarvias, protagonistas de intervenções particularmente relevantes e inovadoras na região.

Este prémio constitui-se, também, como o contributo desta Direcção Regional ao V Plano Nacional para a Igualdade de Género, Cidadania e Não-Discriminação (2014-2017).

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Para enquadrar e apresentar a personalidade de Maria Veleda, que atribui o nome ao prémio, foi convidada Natividade Monteiro, que possui um vasto trabalho de investigação sobre a vida e obra de Maria Carolina Frederico Crispim, cujo pseudónimo é Maria Veleda.

Destacou-se o percurso de vida de uma mulher que sem estudos elevados veio a tornar-se uma das mais influentes do país na luta pela justiça e igualdade de oportunidades entre mulheres e homens, entre os quais o direito ao voto. Foi uma republicana, feminista, conferencista, livre-pensadora e lutadora pelos direitos das mulheres.

Natividade Monteiro referiu, ainda, “alguns dissabores da vida desta lutadora farense, tal como, a sua condenação devido a um artigo que escreveu, mostrando, no entanto, que a mesma, não se deixando intimidar, continuou a expressar os valores em que acreditava”.

Com uma vida repleta de lutas e conquistas, Maria Veleda foi a primeira mulher a pertencer a variados centros escolares e associações, fundou outras tantas e iniciou as aulas nocturnas para as mulheres já adultas. Quando viu os seus textos publicados em jornais, começou a assinar como Maria Veleda, nome escolhido já em função dos seus ideais. O seu pioneirismo na luta pelos direitos jurídicos, civis e políticos vai ao encontro do espírito que subjaz o regulamento e os objectivos deste prémio.

O período de candidaturas decorre até 20 de Setembro e o prémio envolve o valor pecuniário de cinco mil euros.

O regulamento pode ser consultado na página da Direcção Regional da Cultura do Algarve em http://www.cultalg.pt/.

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