Cantinas abrem para apoiar alunos carenciados

Cantinas abrem para apoiar alunos carenciados

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Câmaras mantêm cantinas abertas para possibilitar pelos menos uma refeição às crianças carenciadas
Câmaras mantêm cantinas abertas para possibilitar pelos menos uma refeição por dia às crianças carenciadas

As férias de Verão deixaram de ser um período em que as cantinas escolares fecham as portas, tendo muitas câmaras a preocupação de as manter abertas para possibilitar às crianças mais carenciadas pelo menos uma refeição por dia.

De acordo com dados recolhidos pela Lusa junto das autarquias, um pouco por todo o país há cantinas abertas durante a interrupção lectiva, ainda que, em muitos casos, o objectivo não seja apenas dar uma resposta social, mas também fornecer refeições às crianças que participam em actividades de férias.

No Algarve, no concelho de Faro, encontram-se em funcionamento cinco refeitórios escolares, que abrangem mais de uma dezena de estabelecimentos do primeiro ciclo e pré-escolar, onde são fornecidas refeições a 55 alunos carenciados, um número que representa o dobro dos inscritos no anterior ano lectivo (23).

Em Loulé, funcionam seis cantinas, mais quatro do que no ano passado, e em Olhão mantêm-se abertas as cantinas de sete estabelecimentos, que dão também apoio alimentar a alunos carenciados.

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Em Vila do Bispo, funcionam na pausa escolar os refeitórios de cinco estabelecimentos, tal como em Lagos, que serve, até ao final de Julho, refeições a 11 salas do pré-escolar.

Em Vila Real de Santo António, as cantinas do pré-escolar e primeiro ciclo sob gestão do município estiveram em funcionamento até 18 de Julho, mas a afluência diminuiu para um quarto dos utentes habituais.

Houve câmaras que justificaram não manter as cantinas abertas durante as férias para dar resposta às crianças mais carenciadas por nunca ter sido sentida essa necessidade.

Outras mantêm-se abertas apenas para servir refeições a alunos que frequentam ATL e programas de férias escolares ou por estarem ligadas a jardins de infância.

(Agência Lusa)

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