Casa do Sal de Castro Marim potencia produto local

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A autarquia de Castro Marim quer ver o sal reconhecido com Denominação de Origem Protegida
Castro Marim quer ver o sal reconhecido com Denominação de Origem Protegida

Actividades culturais, educativas ou desportivas vão marcar a programação da recém-inaugurada Casa do Sal de Castro Marim, projecto criado pela câmara no âmbito de uma estratégia de valorização do sal marinho tradicional, disse a vereadora Filomena Sintra.

Em declarações à Lusa, a vereadora da Cultura e das Actividades de Lazer da Câmara de Castro Marim afirmou que o espaço, situado no antigo armazém no centro da vila algarvia, “pretende ser multicultural” e “afirmar-se através da ligação às artes, à educação, à cultura e ao desporto”, mas associando essas actividades ao sal, que “tem sempre acompanhado a história” da vila algarvia e “já era mencionado no seu primeiro foral”.

Instalado no ano antigo Edifício da Balalaica, o projecto conta com um espaço de ‘merchandising’ associado ao sal de Castro Marim, uma área de exposições e um sala multimédia com vídeos relativos à produção do sal marinho tradicional produzido na margem portuguesa da foz do rio Guadiana, que a autarquia quer ver reconhecido com Denominação de Origem Protegida (DOP).

“Temos um programa de exposições para o ano, estamos a fazer um programa de lançamento de bandas jovens, queremos fazer artes plásticas, declamação de poesia, um leque muito variado de actividades, mas vamos começar com uma reunião com todas as colectividades do concelho, para desafiá-las a fazerem propostas para a programação deste primeiro ano da Casa do Sal”, adiantou a autarca. 

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Actividades sensibilizam os mais jovens para a importância do sal

Filomena Sintra deu o exemplo de uma actividade já realizada com crianças, no âmbito do programa Férias Activas, para “sensibilizar os mais jovens e os pequeninos para a importância do sal na história” de Castro Marim.

“O sal tradicional tem a particularidade de se apresentar com cristais, muito diferente do sal industrial, e este contacto com o sal, fazendo desenhos e aplicação do sal nos seus trabalhos e nas artes plásticas, permite-lhes perceber que são cristais, efectivamente”, explicou, frisando que esta experiência permite às crianças perceber imediatamente as diferenças visíveis entre os dois produtos.

A vereadora referiu que a Casa do Sal foi pensada há cerca de dez anos e integra uma estratégia de valorização do sal tradicional de Castro Marim, concebida pela autarquia para ser mais um elemento que permita “associar o nome de Castro Marim ao sal, seja através da cultura, de actividades desportivas, da música ou das artes”.

“Estamos a trabalhar neste momento no dossiê da DOP e, com certeza, quanto mais elementos e quanto mais nos afirmarmos na nossa história, na nossa rotina e na nossa cultura com esse produto, que é o sal, também mais facilmente conseguimos potenciá-lo lá fora enquanto produto económico”, defendeu.

Filomena Sintra contrapôs, no entanto, que “não é só o sal enquanto produto gastronómico que se quer potenciar”, mas as características que o diferenciam, como “ser explorado numa reserva natural e numa zona húmida, com condições únicas” que fazem a “diferenciação do produto”.

“Queremos que as pessoas que visitem Castro Marim associem sempre a localidade não só ao património construído, como também a este património material, que acreditamos que nos leve além-fronteiras”, acrescentou.

(Agência Lusa)

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