Empresários dão nova vida a Faro

Empresários dão nova vida a Faro

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Autarca diz que já se sente a diferença quando se visita a baixa de Faro
Autarca diz que já se sente a diferença quando se visita a baixa de Faro

 Quem sai hoje à rua no centro da cidade de Faro assiste a uma verdadeira revolução na capital de distrito, que deixa a passos largos de ser uma cidade moribunda para dar mostras de grande vitalidade.

Vários são os empresários que estão por detrás de todo o investimento que está a tirar a cidade do marasmo e em larguíssima medida é ao investimento privado – perante uma autarquia em seríssima situação de contenção orçamental – que se deve o novo fôlego da urbe.

Um pouco por toda a Cidade Velha, Zona Ribeirinha e Mouraria nascem novos negócios, do comércio à restauração, dos cafés e pastelarias às casas de petiscos e dos hostels a vários outros formatos inovadores, tratam-se de negócios geridos por gente nova, que arrisca e que assume a condição de empresário com uma nova forma de estar.

Quem tem dúvidas de que Faro está diferente basta sair à rua na cidade e ver que do vazio se faz cheio, com uma ronda pelos novos espaços abertos ao público rapidamente se percebe que o que os farenses e visitantes queriam e querem são novos conceitos, espaços amplos e arejados, arranjados e com propostas diversas. Assim se faz a diferença e os clientes não tardam em compensar o esforço dos audazes empresários.

A Venda é um dos muitos novos espaços comerciais do centro da cidade que apostaram em diferentes conceitos de comércio local
A Venda é um dos muitos novos espaços comerciais do centro da cidade que apostaram em diferentes conceitos de comércio local
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Baixa já mexe

A baixa de Faro, abandonada durante anos à sua sorte, já tem gente nas ruas e esplanadas cheias, de dia e de noite.

A diferença é notória, as Ruas Conselheiro Bívar e de Santo António e o Jardim Manuel Bívar, bem como toda a zona dos ba¬res dão nota de uma nova vida.

Pequenos e graúdos, famílias e passantes reclamam para si as ruas pedonais e os passeios que há anos abandonaram face a um comércio parado no tempo e crente de que sem nada fazer venceria.

Há gente na cidade, muito para além da que vai para o Forum Algarve, há muito mais gente e a prova está consumada, Faro regressa aos poucos à condição de cidade movimentada e com ‘movida’.

Rogério Bacalhau “sente a diferença”

Ao POSTAL o autarca farense diz que “sente a diferença” quando sai à rua na baixa da cidade, “seja de dia, seja de noite” e reconhece que “é aos investidores que se deve este novo alento”.

Da parte da autarquia o presidente da câmara realça que “a criação de três instrumentos de gestão do território e da malha urbana – áreas de reabilitação urbana da cidade velha, da mouraria e da zona ribeirinha – foi determinante nesta viragem”.

“Agora a câmara sabe quais são os imóveis que existem, a quem pertencem, em que condições estão e as respectivas potencialidades”, diz o autarca, realçando que “com estes mecanismos podemos esclarecer todos os investidores sobre as potencialidades da cidade”.

Para isso, diz, “a Câmara adoptou uma política de porta aberta a todos os que queiram investir no concelho “ e “métodos de acompanhamento contínuo dos projectos para que sejam despachados em tempo útil capaz de não pôr em causa a vontade de investir”.

“Além disso triplicámos o Imposto Municipal sobre Imóveis para as edificações devo¬lutas nestas áreas, notificámos os proprietários para conservarem os edifícios e isentámos de taxas as intervenções de reabilitação, ao mesmo tempo que os investidores tê benefícios acrescidos em sede de IRS e de IVA nas obras que realizam”, realça o edil.

A somar a tudo isto Rogério Bacalhau sublinha o efeito multiplicador resultante dos vários hostels que abriram portas recentemente e que trazem à cidade muitas pessoas que durante três ou quatro dias garantem um movimento acrescido na cidade e uma clientela potencial majorada aos negócios.

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