Estudantes de Alte projectam unidade móvel de abate de animais

Estudantes de Alte projectam unidade móvel de abate de animais

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Matadouro
Ideia visa dar opções aos produtores do Algarve, onde não existe matadouro

Uma unidade móvel de abate concebida por dois alunos algarvios da Escola Profissional de Alte, que venceu o concurso nacional de ideias INOVA!2014 na categoria de negócio, visa dar opções aos produtores da região do Algarve onde não existe matadouro.

À novidade que o projecto “Truck Meat” introduz no contexto nacional com a sua vertente móvel, soma-se o potencial para colmatar a falta de matadouros no Algarve desde 2007.

“Actualmente, o matadouro mais próximo do Algarve é em Beja”, contou à Lusa Marcelo Quintino, um dos mentores do projecto.

A empresa vai funcionar com um camião adaptado para o tratamento das carcaças e com área de refrigeração e armazenamento. A actividade é apoiada por uma carrinha de menor dimensão que serve para o atordoamento e transporte dos animais até ao camião principal.

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Jovens tentam adaptar ideia à realidade e legislação

Tiago Faísca e Marcelo Quintino, ambos de 21 anos, finalistas do curso profissional de Técnico de Processamento e Controlo de Qualidade Alimentar, estudaram o conceito já existente noutros locais do mundo e tentaram adaptá-lo à realidade e à legislação europeias.

“Tanto serve para o fim de comercialização como para privados, até porque saiu um decreto-lei que permite que as pessoas possam abater animais para consumo próprio até determinado número durante um ano”, observou Marcelo Quintino.

Os autores esperam ainda que os produtores de gado entendam o projecto como uma alternativa cómoda e mais barata que as opções atuais.

“Permite aos produtores reduzirem custos significativos com o transporte porque actualmente têm de levar os animais ao matadouro, voltam para casa e vão buscar as carcaças no dia seguinte”, relatou Marcelo Quintino.

Para que o “Truck Meat” se concretize os seus mentores aguardam pelas linhas de financiamento da União Europeia 2015-2020 e pela adaptação das normas europeias para este tipo de unidade móvel para a legislação nacional.

Se as previsões dos dois jovens se concretizarem, dentro de um a dois ano o “Truck Meat” já estará a percorrer o Algarve e arredores e terá criado cinco postos de trabalho.

(Agência Lusa)

 

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