Estudo de Mobilidade Interurbana apresentado em Olhão

Estudo de Mobilidade Interurbana apresentado em Olhão

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O reforço de competências da AMAL foi uma das principais propostas
O reforço de competências da AMAL foi uma das principais propostas

A sala polivalente da Biblioteca Municipal de Olhão foi o local escolhido para a apresentação, no passado dia 11, do Estudo de Mobilidade Interurbana do Algarve Central.

Após a última fase do Estudo, os concelhos que fazem parte do Algarve Central (Albufeira, Faro, Olhão, São Brás de Alportel, Loulé e Tavira) dispõem agora de um instrumento de planeamento estratégico.

Os concelhos que integram o Algarve Central deram por terminado o Estudo de Mobilidade Interurbana (EMI) do Algarve Central, que visa dotar estes municípios de um instrumento de planeamento estratégico que potencie a implementação de um sistema integrado de transportes, contemplando soluções que viabilizem a adopção de políticas de gestão de mobilidade sustentáveis e que contribuam para a melhoria da qualidade do sistema de transportes dos municípios envolvidos.

Na sessão de apresentação do estudo, António Miguel Pina, presidente da Câmara de Olhão, abriu a sessão agradecendo a presença das entidades públicas e parceiros privados no seminário. Para o autarca, esta é uma forma de, em conjunto, tentar diminuir os problemas de mobilidade que os seis municípios têm em comum, “temos de ter um suporte que sustente as nossas reivindicações”, referiu o autarca.

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O presidente da Conselho Intermunicipal da Associação de Municípios do Algarve (AMAL), Jorge Botelho, focalizou a viabilidade do EMI, com o esforço e empenho dos municípios na concretização da lógica do Algarve Central. De acordo com o presidente da AMAL, “para andarmos para a frente, temos de ser competitivos. O Algarve Central é uma visão sub-regional, o que importa é executá-lo. O desafio é o da competitividade e da qualidade”.

Estudo pode ter algumas limitações por falta de financiamento

Teresa Correia, vereadora da Câmara de Faro, referiu que o EMI foi feito em torno da mobilidade, mas que na prática poderá ter algumas limitações na sua aplicabilidade, como sejam o financiamento e a falta de algumas estruturas que não estão ao alcance dos municípios. “É um estudo que vai servir como trabalho base, no entanto estamos muito dependentes do governo central”, destacou a autarca.

A apresentação formal do EMI foi feita por João Figueira de Sousa, que enalteceu a colaboração de todos os técnicos envolvidos e a importância que este plano terá para a região do Algarve, em particular para os municípios envolvidos: “o plano acaba, mas agora começa o estudo. Terá de haver um acompanhamento do plano, adaptado aos municípios. A Comissão de Coordenação de Desenvolvimento Regional (CCDR) tem de articular, ver que alguns destes projectos têm de ser integrados a nível Regional”.

A apresentação das diferentes fases do plano e a sua execução, estiveram a cargo de Maria João Silveira, que enfatizou a importância deste para o desenvolvimento dos municípios, mas que “poderão surgir adaptações, tendo em conta as características de cada cidade e os planos directores municipais”.

As principais propostas do plano são o reforço de competências da AMAL, aumento da atractividade da rede de transportes públicos, optimização da rede de transporte individual, expansão da rede ciclável intermunicipal, qualificação das redes pedonais estruturantes e a promoção dos modos suaves.

De acordo com o estudo, há que apostar em medidas de mobilidade, definir uma “política” de estacionamento, definir recomendações para a articulação entre políticas de ordenamento do território e planeamento do sistema de transportes e apostar na parceria entre os diferentes “stakeholders”.

A parte prática de execução do plano foi explorada por Isabel Seabra, arquitecta do Instituto de Mobilidade e Transporte (IMT), que considera esta uma nova fase de governação do sistema de transportes, acessibilidades e mobilidade. “Isto é um processo de descentralização. É a altura para começar a agir”, exaltou.

Para a técnica do IMT, há diferentes parâmetros que têm de ser tidos em conta e as entidades devem munir-se de instrumentos para o sucesso dos seus planos de implementação: “Há um know how e conhecimentos a adquirir. Os técnicos têm de saber o seu contributo”.

António Pina encerrou o seminário com palavras de agradecimento a todos os presentes, de olhos postos no futuro e no envolvimento de todos na execução do plano, até “porque há coisas tão simples que não requerem grandes investimentos. Basta sabermos direccionar para as diferentes fases do plano”. 

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