IKEA passa teste ambiental com condicionalismos

IKEA passa teste ambiental com condicionalismos

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CCDR dá luz verde condicionada ao projecto do gigante IKEA
CCDR dá luz verde condicionada ao projecto do gigante IKEA

A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve fez saber há minutos que o projecto do IKEA para Loulé passou o crivo da Avaliação de Impacte Ambiental com “condicionalismos”.

Em nota de imprensa a CCDR divulga que “a comissão de avaliação do estudo de impacte ambiental do conjunto comercial IKEA pronunciou-se favoravelmente com condicionalismos sobre o projecto a instalar em Loulé, na zona abrangida pelo plano de urbanização Caliços-Esteval”.

Ao POSTAL David Santos, presidente da CCDR, não esclareceu quais os condicionalismos impostos à emissão de uma Declaração de Impacte Ambiental (DIA) favorável.

“O processo tem primeiro de seguir os seus trâmites”, diz o responsável algarvio, esclarecendo que “neste momento os promotores do projecto foram notificados da pronúncia da comissão de avaliação do estudo de impacte ambiental e dispõem de alguns, poucos, dias para se pronunciarem”.

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Depois desta fase será então emitida a DIA e serão, só então, conhecidos que condicionalismos impôs a CCDR ao projecto, esclareceu ao POSTAL a mesma fonte que referiu “não conhecer nenhuma DIA que não tenha condicionalismos”.

O parecer técnico final do procedimento de avaliação ambiental em curso, foi emitido no âmbito da reunião da comissão de avaliação realizada no dia 13 de Junho e teve em consideração o relatório da consulta pública e demais elementos de relevante interesse relacionados com o processo.

Entre aqueles que apresentaram propostas em sede de discussão pública do projecto IKEA estão Associação do Comércio e Serviços da Região do Algarve (ACRAL) e a Quercus, que emitiram a propósito uma nota de imprensa conjunta. (VER)

Ao POSTAL o presidente da ACRAL Vítor Guerreiro afirmou que “aguarda com serenidade a emissão da Dia relativa ao projecto IKEA”, momento após o qual se pronunciará sobre a questão. “Só poderemos tomar posição sobre este assunto depois de conhecermos a totalidade dos factos, é essa a nossa postura em todas as matérias e esta não será tratada de forma diferente”, acrescentou.

A comissão de avaliação, à qual compete a apreciação técnica do EIA, é presidida pela CCDR Algarve e integra um representante de cada um dos seguintes organismos: Agência Portuguesa do Ambiente, Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, Direcção Regional de Cultura, Câmara Municipal de Faro e Câmara Municipal de Loulé.

“Do total de catorze organismos chamados a pronunciar-se sobre o projecto, incluindo o conjunto de oito entidades externas à comissão de avaliação, nenhum emitiu parecer desfavorável”, revelou ainda a CCDR Algarve.

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