Mergulho com atuns frente à ilha da Fuseta

Mergulho com atuns frente à ilha da Fuseta

864
PARTILHE
Actividade lúdica mostra o sector da captura de atuns
Actividade lúdica mostra o sector da captura de atuns

A escassos quilómetros de Olhão, frente à ilha da Fuseta, é agora possível mergulhar numa estrutura que alberga cardumes de mais de mil atuns, actividade lúdica que visa também mostrar o sector da captura de atuns no Algarve.

Desde que se iniciou a actividade, a 19 de Junho, já se realizaram mais de 50 mergulhos, com grupos até 15 pessoas, que mergulham com garrafa a uma profundidade de 15 metros ou em apneia, contou à Lusa António Pedro, da área comercial da Tuna Dive Tours.

“O que as pessoas nos dizem é que não faziam ideia do que era uma estrutura destas e a forma como se consegue ver um cardume”, afirmou, acrescentando que este é o único local do país onde actualmente se pode fazer mergulho com atuns, em ambiente controlado.

Os atuns ali capturados, com uma média de peso de 150 quilos, são transportados em grande quantidade para o Japão, na carga de aviões comerciais, sobretudo a espécie bluefin, uma das mais apetecíveis para o mercado do sushi e cuja rota migratória passa pelo Algarve.

- Pub -

Mergulhos duram entre 30 a 40 minutos

Segundo António Pedro, a Tunipex – que existe há 20 anos e é a ‘mãe’ da Tuna Dive Tours -, decidiu apostar nesta área de negócio também para mostrar a sustentabilidade da actividade de captura dos atuns.

“Há uma ideia errada da nossa actividade enquanto pesca, que é o que há de mais sustentável, uma vez que, por exemplo, ao contrário do arrasto, nós temos hipótese de selecção e podemos libertar o pescado”, explicou.

O responsável contou ainda que os mergulhos duram entre 30 a 40 minutos, descrevendo os atuns como peixes “fugidios” e pouco curiosos com a presença humana, mantendo, por isso, uma certa distância.

A Tunipex – administrada por um japonês e que em 1994 integrou a empresa japonesa Arai Soji -, é por enquanto o único operador conhecido com armação de atum em actividade em mar português, embora haja outros projectos no Algarve.

Se em 1950 a captura de atum era um negócio com grande potencial no Algarve, em 1972 foi extinta uma das últimas estruturas de apoio às armações de pesca de atum – Arraial Ferreira Neto, em Tavira -, hoje transformada em hotel.

Foi preciso esperar mais de 20 anos até que aquela arte piscatória fosse retomada em Olhão, onde trabalham actualmente, na armação da Tunipex, 45 pessoas, na sua maioria portugueses, mas também japoneses.

(Agência Lusa)

Facebook Comments
PARTILHE
Email: jornalpostal@gmail.com

Comentários no Facebook