RTA quer Rali de Portugal no Algarve em 2016

RTA quer Rali de Portugal no Algarve em 2016

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Desidério Silva admite que o rali tinha um impacto positivo na região na ordem dos 90 a 100 milhões de euros
Desidério Silva admite que o rali tinha um impacto positivo na região na ordem dos 90 a 100 milhões de euros

A realização do Rali de Portugal de 2015 no norte foi uma decepção, admitiu hoje o presidente do Turismo do Algarve (RTA), rejeitando críticas de falta de empenho e garantindo que quer a prova em 2016.

Em conferência de imprensa, Desidério Silva admitiu que esta decisão tem um forte impacto no Algarve e que, de acordo com um estudo realizado pela Universidade do Algarve, o rali tinha um impacto positivo na ordem dos 90 a 100 milhões de euros, que agora são encarados como prejuízo para 2015.

Perdida esta oportunidade, o presidente da RTA diz que vai lutar pelo seu regresso em 2016, mas admite ter receio que qualquer problema que possa ocorrer na prova de 2015 possa retirar o evento do solo nacional.

“Espero e desejo que a prova corra bem, porque, se não correr bem, podemos estar a correr o risco de não haver prova em 2016, nem no Algarve nem no Norte, até porque têm sido reduzidas as provas mundiais”, comentou.

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Aquele responsável frisou ter perguntado em diversas ocasiões ao Automóvel Clube de Portugal (ACP), entidade organizadora da prova em Portugal, se era preciso arranjar “um envelope financeiro” para poderem negociar a permanência da prova no Algarve, questão que não esteve em cima da mesa para esta edição.

“Essa questão nunca foi colocada em termos de me entregarem um caderno de encargos para cumprir”, observou Desidério Silva, admitindo que para a edição de 2014 chegou a ser falada uma verba de 250 mil euros, que, apesar de não ter sido utilizada, a RTA teria disponibilizado juntamente com algumas autarquias. 

Desidério Silva repudia críticas

A justificação para a deslocação da prova para norte foi justificada pelo ACP pela vontade de membros do Comité Mundial da FIA de testar o sucesso da prova a norte e a questão da concentração de público e a disponibilidade demonstrada por alguns municípios daquela zona do país.

Questionado sobre as críticas apontadas esta quarta-feira pelo presidente da principal associação hoteleira do Algarve de que a RTA terá revelado incapacidade de negociação para a manutenção do rali, Desidério Silva repudiou as afirmações.

“Penso que [as críticas] sejam a título individual e não institucional”, comentou, observando que não é a primeira vez que o fez e que “a disponibilidade para falar sempre mal do Algarve e denegrir esta casa [RTA] é permanente”.

Totalmente disputado acima do Rio Douro e tendo como base a Exponor, em Matosinhos, o Rali de Portugal de 2015 terá o apoio das Câmaras de Amarante, Baião, Caminha, Fafe, Guimarães, Lousada, Matosinhos, Mondim de Basto, Ponte de Lima, Valongo, Viana do Castelo e Vieira do Minho.

Foi já com a prova a realizar-se no Algarve, em 2007, que o Rali de Portugal reintegrou o calendário do WRC, tendo desde então apenas saído do elenco de provas do campeonato do Mundo em 2009, devido a uma rotação de países promovida pela FIA.

Entre 2010 e 2014, regressou ao calendário do Mundial e manteve o Algarve como ponto central, mas, na penúltima edição, o ACP admitiu a possibilidade de o norte do país voltar a acolher a competição.

(Agência Lusa)

 

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