Ban Ki-moon descarta solução militar para a Ucrânia

Ban Ki-moon descarta solução militar para a Ucrânia

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O secretário-geral da ONU alerta para a necessidade de encontrar uma solução política no momento em que a NATO reforça a capacidade de resposta
O secretário-geral da ONU alerta para a necessidade de encontrar uma solução política no momento em que a NATO reforça a capacidade de resposta

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, advertiu hoje as potências ocidentais que “não há uma solução militar” para a crise na Ucrânia, numa altura em que a NATO se prepara para reforçar a sua presença no leste da Europa.

Ban Ki-moon disse estar profundamente preocupado com os desenvolvimentos na Ucrânia e queria evitar a deterioração da crise que “evoluiu para uma situação muito caótica e perigosa”.

“Isto tem implicações regionais e mesmo globais”, disse aos jornalistas durante uma visita à Nova Zelândia.

“É por isso que tenho tentado chegar às autoridades ucranianas e russas, as mais altas autoridades, para abordar este assunto e falar em conjunto e resolver [a crise] de forma pacífica e através do diálogo”, disse.

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Ban Ki-moon reconheceu as preocupações ocidentais sobre os avanços no leste da Ucrânia por insurgentes pró-russos, que Kiev diz que são apoiados por forças russas, mas Moscovo insiste serem rebeldes separatistas.

“Eu sei que a União Europeia, os norte-americanos e a maioria dos países ocidentais estão a discutir, de forma muito séria, entre eles, como lidar com este assunto”, afirmou.

“O que é importante nesta altura é que eles saibam que não há uma solução militar para o problema. Deve haver diálogo político para uma solução política, esse é o caminho mais sustentável”, observou. 

NATO reforça posições

O secretário-geral da Aliança Atlântica disse na segunda-feira que os líderes dos países aliados vão aprovar esta semana um plano de acção para dotar a organização de uma resposta ao comportamento “agressivo” da Rússia na crise ucraniana.

Rasmussen explicou que os chefes de Estado e de Governo dos 28 países da NATO vão analisar o Plano de Acção Rápida (RAP na sigla em inglês) que vai fazer com que a Aliança Atlântica fique mais “ágil do que nunca”, reforçando a defesa colectiva dos Estados membros.

Um relatório da ONU divulgado na semana passada estima em quase 2.600 vítimas mortais, e cerca de 430 mil deslocados, desde o início do conflito no leste da Ucrânia em meados de Abril.

Os Estados Unidos e a União Europeia impuseram uma série de sanções à Rússia no âmbito da crise da Ucrânia, que provocou a pior degradação das relações entre Moscovo e o Ocidente desde o final da Guerra Fria.

(Agência Lusa)

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