CITIUS mantém “caos” nos tribunais

CITIUS mantém “caos” nos tribunais

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Tribunal de Faro está inoperacional porque o programa informático não responde e impede os funcionários de trabalharem
Tribunal de Faro está a funcionar desde o início do ano judicial em contentores

O presidente do Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ), Fernando Jorge, disse hoje estar “muito preocupado com o mau funcionamento” da plataforma CITIUS, sublinhando que está instalado o caos nos tribunais.

“O que está a acontecer nos tribunais é um pandemónio. Uma situação impensável. As pessoas querem trabalhar e não conseguem e agora vem o IGFEJ dizer que já temos acesso às funcionalidades do CITIUS. Isto significa mais trabalho para os funcionários judiciais”, disse Fernando Jorge a propósito da garantia dada na segunda-feira pelo ministério sobre estar assegurado o “acesso pleno a todas as funcionalidades da plataforma CITIUS”, que suporta a actividade dos tribunais e das novas comarcas.

O sindicalista salientou que a plataforma está bloqueada, não permitindo o acesso a 3,5 milhões de processos que migraram com a reforma do mapa judiciário, lembrando que o trabalho “vai duplicar para os já tão poucos” profissionais.

“Vai sobrar tudo para nós. Vão ser os funcionários judiciais que vão ter de introduzir no sistema os processos que não migraram caso a caso e comarca a comarca. (…) Estamos indignados com a forma como estamos a ser tratados”, disse à Lusa.

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Na opinião de Fernando Jorge, o trabalho “vai durar alguns anos a ser feito”, já que, “os profissionais de justiça vão ter de inserir todos os actos que agora estão em suporte papel ou áudio no processo informático”.

Por isso, o presidente do SFJ lembrou que está marcada uma greve dos funcionários judiciais para dia 26 de Setembro e uma paralisação parcial para todo o mês de Outubro.

“A greve tem por objectivo protestar contra as condições de trabalho dos funcionários judiciais e falta de profissionais”, disse.

O CITIUS é um programa informático que permite a entrega em tribunal de peças processuais e de documentos por via electrónica com assinatura digital, dispensando-se o envio de cópias em papel.

(Agência Lusa)

 

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