Moviflor de Olhão fecha portas na quarta-feira

Moviflor de Olhão fecha portas na quarta-feira

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Moviflor encerra a 1 de Outubro em Olhão
Moviflor encerra a 1 de Outubro em Olhão

A loja de Moviflor de Olhão vai encerrar por tempo indeterminado na próxima quarta-feira, 1 de Outubro, seguindo o mesmo destino de todas as 22 lojas do grupo no país.

Com o encerramento da loja olhanense, a única no Algarve, vão ser afectados directamente 40 trabalhadores e 35 famílias, uma vez que cinco delas têm marido e mulher a trabalhar na Moviflor, dados revelados ao Postal por Maria José Madeira do Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços, afecto à CGTP-IN.

“Recebemos informação de colaboradores de que a partir de 1 de Outubro todas as lojas vão estar encerradas temporariamente”, refere por seu turno Marisa Ribeiro, do mesmo sindicato, em declarações à Agência Lusa, adiantando que está a tentar obter mais detalhes sobre o assunto.

Em Julho último, o sindicato tinha denunciado o incumprimento do Plano Especial de Recuperação (PER), situação “que se mantém”, já que os trabalhadores não recebem os salários nem as dívidas anteriores, refere a mesma fonte.

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Recorde-se que, de acordo com Maria José Madeira, em declarações ao Postal a propósito da greve levada a cabo pelos trabalhadores da Moviflor no final do ano passado, estes exigiam já então “a manutenção dos postos de trabalho, a viabilização da empresa e o pagamento dos salários e subsídios em dívida”.

Plano de recuperação falhou

A viabilização foi tentada com o PER homologado pelo Tribunal do Comércio de Lisboa a 17 de Dezembro de 2013, que previa a recuperação da Moviflor e o pagamento regular de salários, o que, segundo o CESP, não tem vindo a acontecer.

“Nem a primeira prestação” do pagamento que estava previsto no PER, diz a sindicalista Marisa Ribeiro. “É lamentável o PER não estar a ser cumprido”, sublinhou.

Além do despedimento colectivo que já abrangeu 200 trabalhadores, o PER prevê a saída de mais 325 funcionários da empresa de mobiliário.

Maria José Madeira referia em Dezembro último ao POSTAL que “a situação afecta muito mais do que os 40 trabalhadores da Moviflor em Olhão”. “Em causa estão mais de centena e meia de pessoas considerando as famílias afectadas”, refere a sindicalista que sublinha o facto de “existirem cinco famílias em que marido e mulher são ambos funcionários da Moviflor de Olhão”.

A loja de Olhão da Moviflor está aberta ao público desde 1998 e é a única do grupo na região depois do fecho da de Portimão situada no Retail Park daquela cidade que ardeu em Setembro de 2012. O grupo iniciou actividade em Lisboa em 1971 e não é a primeira vez que atravessa tempos difíceis.

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