Portimão reforça apoio aos bombeiros

Portimão reforça apoio aos bombeiros

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Álvaro Bila e Isilda Gomes na assinatura do protoloco que garante a sustentação financeira dos soldados da paz
Álvaro Bila e Isilda Gomes assinaram protocolo que garante a sustentação financeira dos soldados da paz

A Câmara de Portimão e a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Portimão assinaram hoje um contrato-programa, garantindo a sustentação financeira e logística do corpo local de soldados da paz durante os próximos seis meses.

Na ocasião foram feitas diversas ofertas de material por parte de entidades públicas e privadas, que viabilizaram a aquisição de um conjunto de equipamentos de protecção e intervenção, tendo a Câmara de Portimão entregue o novo Veículo Florestal de Combate a Incêndios, adquirido ao abrigo do Programa Operacional Algarve 21, numa candidatura conjunta de todas as câmaras municipais da região em sede da AMAL, e cuja comparticipação nacional foi suportada na íntegra pela autarquia local.

Para Richard Marques, comandante operacional municipal, “este foi um dia importante para a Protecção Civil de Portimão, uma vez que o contrato-programa agora assinado permitirá assegurar a continuidade da resposta, com elevado grau de prontidão, que a corporação dá às cerca de cinco mil ocorrências de protecção e socorro que anualmente se registam no concelho”.

Protocolo assegura pagamento de salários aos soldados da paz

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No uso da palavra, a presidente da Câmara de Portimão, Isilda Gomes, recordou o longo processo que acaba de culminar com a entrega da viatura ao corpo de bombeiros de Portimão, e que se iniciou enquanto governadora civil de Faro, congratulando-se por a mesma entrar ao serviço, “em prol de uma maior eficácia e segurança das pessoas e bens do município”.

A autarca referiu-se às dificuldades sentidas a nível financeiro pela corporação, que estiveram na razão de ser do protocolo hoje assinado entre a Câmara e a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Portimão, cujo presidente é Álvaro Bila, no valor de 120 mil euros, destinados a assegurar o pagamento de salários aos soldados da paz durante os próximos meses.

“Mas porque esta situação justifica uma solução de fundo, a Assembleia Municipal de Portimão aprovou a Taxa Municipal de Protecção Civil, pois todos os cidadãos têm que ajudar em permanência quem no terreno nos dá a garantia de segurança e os bombeiros não podem ser o parente pobre e andar de mão estendida, ou esperar que entidades privadas tenham a bondade e o civismo de os apoiar”, sublinhou a autarca.

Aprovada Taxa Municipal de Protecção Civil

Segundo Isilda Gomes, “todos temos de fazer um esforço suplementar e contribuir para que estas mulheres e estes homens – que tantas vezes colocam em risco as suas vidas pelo bem comum – possam estar devidamente equipados, por forma a dar uma resposta cada vez melhor, sempre que precisarmos deles”.

“A Taxa da Protecção Civil vem viabilizar uma linha de financiamento e investimento, não se destinando apenas ao corpo de bombeiros, mas também a outros agentes de protecção civil, de que é exemplo o núcleo local da Cruz Vermelha Portuguesa”, explica a autarquia em nota de imprensa.

Quanto ao quadro de cooperação agora estabelecido entre autarquia e bombeiros, inclui ainda a concentração de toda a estrutura operacional da Protecção Civil Municipal no quartel-sede da instituição, com a operacionalização de um Centro Municipal de Operações de Protecção e Socorro, que se prevê inaugurar no próximo mês de Outubro.

A futura unidade contemplará sala de operações e comunicações, espaços de comando, controlo e monitorização, áreas técnicas e de planeamento de protecção civil e defesa da floresta, assim como possuindo a capacidade para, em situações de excepção, albergar a Comissão Municipal de Protecção Civil, para a respectiva coordenação institucional.

O objectivo é “proporcionar um canal de atendimento único para que o munícipe de Portimão, 24 horas por dia, em situações de emergência, possa recorrer a socorro, assistência ou mesmo apoio de qualquer unidade orgânica da câmara ou de outro organismo público local, concentrando todo o fluxo de informação operacional no Serviço Municipal de Protecção Civil”, conclui a autarquia.

 

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