‘Jogos tradicionais, memórias lúdicas’ em exposição na UAlg

‘Jogos tradicionais, memórias lúdicas’ em exposição na UAlg

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A comissária da exposição Constança Lago Brás
Constança Lago Brás apresenta a sua colecção particular de jogos tradicionais

Até ao dia 5 de Janeiro de 2015, a Biblioteca António Rosa Mendes, no Campus de Gambelas da Universidade do Algarve, recebe a exposição “Jogos tradicionais, memórias lúdicas”. Comissariada por Constança Lago Brás, a exposição apresenta uma mostra de jogos tradicionais da sua colecção particular, recolhida essencialmente no Algarve e em Goa.

Segundo Constança Lago Brás, etnóloga e doutorada em Ciências Sociais e Humanas, esta exposição é uma espécie de homenagem a todas as crianças desfavorecidas, de muitas partes do mundo que, como a própria presenciou, “não têm tempo para brincar porque começam a trabalhar desde muito novas”. Esta mostra de jogos pretende, ainda, apelar para os direitos das crianças, “nunca é demais chamar a atenção para a relevância de brincar, jogar, na idade própria”. A tudo isto acresce a importância de transmitir a herança cultural e, com esta exposição, a autora pretende “dar aos mais velhos o poder de mestres depositários do saber, relembrando as memórias lúdicas que, se não forem registadas, poderão levar a perda da nossa identidade”.

E porque “o homem só é verdadeiramente humano quando brinca”, a autora defende a importância da criação de “jardins lúdicos, não só para transmitir estes saberes, mas também para se estabelecer uma ligação entre os mais velhos e os mais novos, praticando actividades saudáveis, sem grande esforço, sem competição”. Na sua opinião, “estas práticas têm ainda a vantagem de criar um contexto humanizador, resíduos da cultura que se vão acumulando no decurso da história, que assentam em valores como o prazer de jogar com amigos, avós, pais e netos, conferindo todos os dias poesia à vida”.

Constança Lago Brás demorou mais de 20 anos a recolher materiais lúdicos em vários países, encontrou bastantes semelhanças culturais, identificando, muitas vezes, parecenças em alguns jogos e regras.

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Pelo feedback que tem recebido, conclui que “a possibilidade de dialogar com a comunidade também parece estar a contribuir para que muitos revivam a infância e talvez, assim, surja a motivação para perpetuar estas práticas”.

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