Faro aprova orçamento de 45 milhões de euros

Faro aprova orçamento de 45 milhões de euros

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Orçamento foi aprovado com um voto contra da CDU e a abstenção do PS
Orçamento foi aprovado com um voto contra da CDU e a abstenção do PS

A Câmara de Faro anunciou a aprovação de uma proposta de orçamento para 2015 no montante de 45 milhões de euros, com um voto contra da CDU e a abstenção do PS.

Sem deter a maioria na câmara e na assembleia municipais, a coligação PSD/CDS-PP/MPT/PPM, pela qual foi eleito o presidente da autarquia, Rogério Bacalhau, conseguiu fazer aprovar o documento em reunião do executivo graças à abstenção dos quatro vereadores do PS, tal como já acontecera no ano passado.

O orçamento previsto para 2015 é de 45 milhões de euros, menos 23 milhões do que o orçamento deste ano, fixado em 68 milhões de euros, mas a diminuição é explicada pelo facto de não haver praticamente dívida a transitar para o próximo ano, explicou à Lusa o presidente da Câmara de Faro.

“O orçamento para este ano tinha lá as verbas todas do Programa de Apoio à Economia Local (PAEL) e dos empréstimos à banca e o orçamento deste ano foi calculado, em termos de receita, com a média dos últimos anos”, esclareceu, observando que o orçamento “real” para 2015 é de 36,8 milhões de euros.

Segundo Rogério Bacalhau, na proposta de 45 milhões de euros para 2015 está contida a terceira tranche da dívida contraída através do PAEL – no valor de 3,3 milhões de euros -, e ainda a dívida à Sociedade Polis e ao Mercado Municipal – no total de 5,7 milhões de euros -, a qual ainda aguarda visto do Tribunal de Contas para a obtenção de um empréstimo.

De acordo com o autarca, a proposta é muito idêntica ao orçamento deste ano, em termos de despesa e de receita, tendo ficado igualmente estabelecida a manutenção das taxas – nomeadamente, o Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) e a derrama -, nos valores máximos, uma obrigatoriedade decorrente do plano de reequilíbrio financeiro da autarquia.

“Gostaria de ter capacidade para mais investimento, porque o concelho está a precisar, mas temos de funcionar dentro da realidade e este é o orçamento possível”, concluiu Rogério Bacalhau.

(Agência Lusa)

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