Águas do Algarve ensina a poupar água

Águas do Algarve ensina a poupar água

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Teresa Fernandes, responsável pela comunicação da Águas do Algarve, quer a empresa "a comunicar para todos os algarvios"
Teresa Fernandes, responsável pela comunicação da Águas do Algarve, sublinha a importância do uso racional da água

No Algarve cada habitante consome em média e por dia 288 litros de água potável oriunda da rede pública de fornecimento, um valor que está longe de representar um exemplo em termos de eficiência no uso da água potável disponibilizada.

O problema não é só regional, nem sequer nacional, mas sim um verdadeiro desafio à escala europeia e mundial, com o qual todos temos de nos debater num planeta com necessidades crescentes de um bem de consumo primário escasso e cujos custos de produção são elevados. 

Quanto consumimos e gastamos em água

Por cada litro de água disponibilizado na rede pública o custo base de produção no Algarve atinge os 0,22 euros, um valor que posteriormente representa para cada utilizador da rede um custo assinalavelmente superior em termos de factura mensal da água cobrada por cada município.

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Só este ano, até Novembro, a Águas do Algarve, empresa responsável pelo abastecimento de água a nível regional em alta pressão, entregou às autarquias para distribuição mais de 61 mil milhões (mM) de litros de água potável, uma valor acima do registado no ano passado (59,8 mM) e um pouco abaixo do verificado em 2012 (62,5 mM).

Para que se tenha a dimensão dos valores envolvidos para disponibilizar este volume de água às populações, a Águas do Algarve facturou este ano às autarquias mais de 28,7 milhões de euros, se a isto somarmos os acréscimos de custos imputados à factura que todos pagamos mensalmente e que varia de concelho para concelho, os valores gastos anualmente pela economia para ter acesso a água potável são astronómicos.

Por outro lado, toda a água que consumimos tem impactes ambientais, quer pelo simples acesso a um recurso limitado, quer porque a sua utilização significa a necessidade do seu adequado tratamento e a dispersão de cada litro usado no meio ambiente após o tratamento.

A necessidade de poupar

Factores económicos e ambientais estão assim na primeira linha das razões pelas quais devemos fazer um uso racional da água que consumimos, mas acima de tudo a escassez de água potável é o factor determinante da imposição de poupança nos consumos.

Como referiu ao POSTAL Teresa Fernandes, responsável pela comunicação da Águas do Algarve, “a preocupação relativamente à necessidade de pouparmos água potável é um objectivo permanente independentemente de estarmos em períodos de seca ou não”, sublinhando que “apesar da actual elevada capacidade da Águas do Algarve garantir em pleno o fornecimento de água mesmo em períodos de seca prolongados, a necessidade de racionalidade no uso da água impõe-se por razões globais e estruturais e não por meras questões de conjuntura relacionadas com questões climáticas como as secas”.

Foram imensos os investimentos feitos nos últimos anos pela Águas do Algarve para garantir o fornecimento de água aos algarvios em todas as circunstâncias, quer em meios de distribuição, quer em garantir fontes de fornecimento, como nas barragens, quer ainda na garantia de um elevado padrão de qualidade na água que todos consumimos.

Sensibilizar para o uso racional

Para Teresa Fernandes, “a sensibilização da população e agentes económicos para o uso racional da água é uma preocupação constante da Águas do Algarve”.

Além de meios de suporte comunicacionais para esse objectivo, a empresa disponibiliza ferramentas que permitem aos utilizadores maximizar o aproveitamento da água e minimizar os desperdícios e os usos ineficientes. Informações que, como Teresa Fernandes realça, “estão disponibilizadas on-line, de maneira a permitir de forma fácil, acessível e amigável, que todos possamos reequacionar a forma como gerimos a água que todos os dias utilizamos”.

Como gastamos a água que consumimos e onde poupar

Parece irreal, mas 42% da água potável que consumimos é gasta nas descargas de autoclismos (28%), usada no exterior da habitação (10%) e em perdas (4%).

Entre outros gastos (ver gráfico), assinalável é o uso de água em duches e banhos, onde se empregam 32% da água consumida.

Onde gastamos a água que consumimos em nossas casas
Onde gastamos a água que consumimos em nossas casas

Só nos autoclismos a introdução de uma garrafa de água de 1,5 litro no interior dos mesmos pode representar uma poupança de sete mil litros de água por ano, enquanto a substituição dos velhos equipamentos por autoclismos de baixo consumo pode representar uma poupança que varia entre os 20% e os 50%.

Nas torneiras de toda a casa pode poupar-se bastante através da sua manutenção, evitando o gotejamento inútil que pode representar, a uma razão de 60 gotas por minuto, um desperdício mensal de mil litros (um metro cúbico) ou através da instalação muito fácil de redutores de caudal que podem poupar até quatro litros de água por minuto de utilização.

Fechar a torneira quando se faz a barba, lavam os dentes ou se ensaboa o corpo ou a loiça são métodos que também reduzem drasticamente os consumos.

Durante o banho que sendo um duche poupa significativamente face ao banho de imersão, os chuveiros podem também determinar assinaláveis poupanças, bastando para tal usar um chuveiro com eficiência de caudal.

Estes são alguns dos exemplos de poupança que podem ser facilmente consultados no sítio on-line da Águas do Algarve (VER) e que podem ser reforçados com uma análise detalhada dos seus consumos através, por exemplo, do simulador disponibilizado pela página on-line da DECO (VER).

Numa altura em que se aproximam novos aumentos e pelo bem da sua carteira e do ambiente vale a pena rever a forma como se utiliza a água, afinal se todos pouparmos haverá muito, mesmo muito, a ganhar.

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