Via Algarviana com um ano de plano de contingência

Via Algarviana com um ano de plano de contingência

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Medida visa garantir a manutenção do projecto enquanto se define o futuro modelo de gestão
Medida visa garantir a manutenção do projecto enquanto se define o futuro modelo de gestão

A Via Algarviana, rota pedestre que atravessa o interior algarvio, terá em Março um plano de contingência para garantir a manutenção do projecto enquanto se define o futuro modelo de gestão, disse à Lusa a coordenadora Anabela Santos.

A responsável explicou que em Março termina o processo relativo à candidatura a fundos comunitários que permitiu a sua implementação, manutenção e dinamização até agora, razão que levou a associação Almargem, entidade mentora da via e promotora, a reunir os parceiros para discutir o futuro.

A Via Algarviana é uma grande rota pedestre que liga Alcoutim ao Cabo de S. Vicente, com uma extensão de 300 quilómetros, na sua maioria na serra algarvia. Os seus responsáveis pretendem que reúna brevemente condições para integrar as rotas transeuropeias.

Anabela Santos contou que ao longo de dois dias de reunião os parceiros se depararam com a proximidade do fim da candidatura e a indefinição do modelo de gestão: “Então o que fazemos? Colocamos dez anos de trabalho da Via Algarviana no lixo? Paramos? Perdemos terreno?”, questionaram.

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Modelo de gestão dualista coloca dúvidas a alguns parceiros

O abandono da Via “seria um retrocesso enorme”, prosseguiu a responsável, acrescentando que apesar das restrições financeiras das autarquias envolvidas todas “são unânimes quanto ao valor” do projecto.

O modelo de gestão dualista, que propõe a criação de uma associação e de uma empresa que garantam orçamento, manutenção e dinamização, ainda coloca dúvidas a alguns parceiros.

Até que o futuro modelo de gestão esteja definido e pronto a ser aplicado, a Via vai ser gerida durante um ano por uma equipa constituída por elementos das entidades parceiras, explicou a coordenadora.

Volvidos dez anos do projecto, os responsáveis fazem um balanço positivo e mostram-se empenhados em garantir o futuro da rota e em dar-lhe maior capacidade de atracção de turistas e de dinamização de pequenas economias.

“Para estes territórios de baixa densidade, haver uma grande rota que passe por lá e leve pessoas para o interior é muito importante. A Via Algarviana não é só a parte turística, é também a parte social”, explicou a coordenadora do projecto.

De acordo com as informações recolhidas pela coordenação da Via Algarviana junto das empresas que trabalham com os turistas que percorrem a via a pé ou de bicicleta, 90% da afluência é estrangeira, sendo as nacionalidades mais representadas a alemã, a holandesa, a belga e a francesa.

(Agência Lusa)

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