Governo mantém quartel de Tavira

Governo mantém quartel de Tavira

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O Quartel da Atalaia vai continuar a ser utilizado pelo exército
O Quartel da Atalaia vai continuar a ser utilizado pelo exército

Os deputados do PSD eleitos pelo Algarve manifestaram na passada quarta-feira a sua satisfação por o Governo ter assegurado que o Quartel da Atalaia, em Tavira, vai continuar a ser utilizado pelo exército português.

Os parlamentares Cristóvão Norte, Elsa Cordeiro e Bruno Inácio tinham questionado o Governo sobre uma alegada intenção de extinguir o Regimento de Infantaria 1, que está sediado no referido quartel, em Tavira, e obtiveram a garantia do ministério da Defesa no sentido da manutenção do exército no Algarve.

“Não existe qualquer intenção de alienar o Quartel de Atalaia”, mantendo-se a sua função de aquartelamento da força militar com presença permanente em Tavira, congratularam-se os deputados.

Num curto comunicado, os deputados do PSD referem que “apesar do esforço de redução efectiva de 30%, ao nível de comandos, unidades, estabelecimentos e demais órgãos das Forças Armadas” o quartel continuará a ser utilizado pelo exército.

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Assim, segundo os deputados do PSD, “mantém-se a presença militar no Algarve, quer em termos de volume de militares, quer em termos de tarefas e responsabilidades atribuídas” e, apesar do esforço de redução referida, não haverá qualquer redução de responsabilidades e apoios por parte das Forças Armadas às populações algarvias, mantendo-se também todas as obrigações assumidas no âmbito dos protocolos assinados com as diversas autarquias”.

Na pergunta que tinham dirigido à tutela, em Novembro, os parlamentares tinham-se mostrado preocupados com a “possível desertificação militar a sul do país” e questionado o Ministério da Defesa sobre a alegada intenção de tornar o regimento em destacamento e, numa segunda fase, encerrar o Quartel da Atalaia, desguarnecendo todo o sul do país de efectivo militar.

A construção do quartel remonta a 1795, por ordem de D. Maria I, para ali instalar o Regimento da Praça de Tavira, tendo desde então sido ocupado por unidades militares.

Apesar de ter estado prevista a sua extinção, em 2006, no âmbito da reestruturação do Exército, e posterior alienação, essa hipótese não se concretizou e o Governo assegurou agora aos deputados do PSD que também não tenciona alienar o edifício nem retirar o Regimento de Infantaria 1 do Algarve.

(Agência Lusa)

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