Loulé comemora acta mais antiga do país

Loulé comemora acta mais antiga do país

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Loulé celebra os 630 anos da primeira acta municipal conhecida do país
Loulé celebra os 630 anos da primeira acta municipal conhecida do país

Loulé vai viver um dia histórico no próximo dia 12 com as comemorações solenes dos 630 anos da primeira Acta Municipal conhecida do país.

“As Actas Municipais de Loulé são verdadeiro Tesouro Nacional. E mais antigos são ainda os livros de Contas e Despesas (1375). Os documentos, que fazem parte do riquíssimo acervo do Arquivo Municipal, além do seu valor simbólico, testemunham surpreendentemente a vivência e factos históricos ao longo de sete séculos. Loulé, nesses documentos que são a sua memória colectiva, mostra e prova a grande e velha História que possui, e como o povo louletano reagiu durante as várias crises nacionais”, salienta a autarquia louletana em nota de imprensa.

Assim, as celebrações deste momento histórico arrancam pelas 10 horas, com uma cerimónia oficial junto das torres principais e Muralha do Castelo de Loulé, com hasteamento, pelos dirigentes autárquicos, de bandeiras e pendentes alusivos aos 630 anos de provas escritas do Poder Local. Serão libertados 18 pombos com os nomes dos louletanos que participaram na Reunião de Câmara datada de 12 de Dezembro de 1384.

Inauguração da exposição “630 Anos de Poder Local”

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Segue-se, às 11 horas, a inauguração da exposição “630 Anos de Poder Local”, onde vão estar patentes ao público os originais das Actas de Loulé (do século XIV ao século XXI) e os forais de D. Afonso III (pela primeira vez em Loulé, vindos da Torre do Tombo) e de D. Manuel I. A exposição está subdividida em três grandes núcleos, organizados em temas marcantes da vida quotidiana local que reportam aos grandes episódios da história nacional, até aos nossos dias.

A exposição finaliza com a surpreendente fotografia da criança louletana nascida no dia 12 de Dezembro de 2015, imagem do futuro que se constrói a partir deste mesmo dia, e todos os dias das nossas vidas.

“A Importância da Actas de Loulé na História Portuguesa” é o tema do Simpósio que acontece no Auditório Universitário Dom Afonso III, a partir das 15 horas, com a presença dos reitores da Universidade do Algarve e do INUAF. Estão previstas as seguintes comunicações: “Do rei ausente ao rei presente nas vereações de Loulé”, por Maria Helena Cruz Coelho (Universidade de Coimbra), “Todos a hua soo voz”, por Maria de Fátima Botão Marques (Universidade Nova), “As Actas de Vereação no contexto das actas de vereação do país – importância para a História da Administração Pública Local”, por Luís Miguel Duarte (Universidade do Porto) e “As actas de vereação de Loulé no contexto da História do Direito”, por Eduardo Vera-Cruz (Universidade de Lisboa).

As celebrações encerram com uma Sessão Solene que decorre no Cine-Teatro Louletano, a partir das 21 horas, com entrada livre. A sessão conta com as presenças de honra do presidente da Comissão Parlamentar do Poder Local, Ramos Preto, e do presidente da Assembleia Intermunicipal do Algarve, Adriano Pimpão. A sessão solene inclui, além da mensagem de boas-vindas do presidente da Câmara de Loulé, Vítor Aleixo, uma intervenção de fundo de Romero Magalhães e a recriação teatral com base nos textos das Actas de Loulé, concebida e representada pelo Grupo Ao Luar Teatro – Ideias Culturais.

Vítor Aleixo irá ainda apresentar um documento secundado por uma lista de personalidades, onde é solicitado, nos termos legais, a classificação das Actas de Loulé como Bem de Interesse Nacional e Tesouro Nacional, o que decisivamente afirma o potencial histórico e cultural do concelho de Loulé no país.

A autarquia louletana salienta que “os 630 anos da primeira Acta Municipal de Loulé provam as profundas raízes e a longa tradição do Poder Local, efeméride que coincide com os 40 anos de reposição da democracia nas autarquias”.

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