Maior calamidade natural de que há registo faz dez anos

Maior calamidade natural de que há registo faz dez anos

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As imagens impressionantes da devastação correram mundo numa catástrofe sem precedentes a que se assistiu quase em directo
As imagens impressionantes da devastação correram mundo numa catástrofe sem precedentes a que se assistiu quase em directo

Parece que foi ontem, mas a verdade é que já lá vão dez anos sobre a maior catástrofe natural do século e um dos maiores desastres naturais de que há memória.

O tsunami de 2004, que fez pelo menos 230 mil mortos, um terço dos quais crianças, 1,5 milhões de desalojados e oito mil milhões de euros de prejuízos, números que fazem deste evento o mais mortífero desde que há registos.

As ondas do tsunami de 26 de Dezembro de 2004, que fizeram vítimas numa dezena de países, um terço das quais crianças, e destruíram a costa do Oceano Índico, atingiram os 30 metros e avançaram a uma velocidade que chegou aos 800 quilómetros por hora.

A energia total libertada pelas ondas do tsunami foi equivalente a mais do dobro do total de explosivos usados na segunda guerra mundial, incluindo as duas bombas atómicas.

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Aquele que é considerado um dos desastres naturais mais mortais da história foi precedido de um terramoto com epicentro no mar, a 30 quilómetros de profundidade e a cerca de 160 quilómetros a oeste da ilha indonésia da Samatra. 

Aceh, na Indonésia, foi o local mais afectado

A província indonésia de Aceh foi precisamente a mais afectada, contando ali mais de 127 mil mortos, 93 mil desaparecidos, 635 mil desalojados e uma área de destruição equivalente a 45 campos de futebol.

Depois da Indonésia, os países mais afectados foram o Sri Lanka, a Índia e a Tailândia, mas o tsunami atravessou o Oceano Índico e deixou também uma área de destruição nas zonas costeiras da África Oriental, designadamente na Tanzânia, na Somália e no Quénia. 

África e América também sentiram os efeitos

O maremoto foi igualmente observado na África do Sul e produziu ainda pequenos tsunamis ao longo das costas ocidentais da América do Norte e do Sul.

O sismo, com uma magnitude de 9.1 a 9.3 na escala Richter, foi o terceiro maior registado num sismógrafo e o mais longo – entre 8,3 a 10 minutos -, e deu origem a outros terramotos em locais tão distantes como o Alasca, nos Estados Unidos.

O abalo ocorreu numa zona de convergência de placas tectónicas, com a da Índia a mergulhar por baixo da placa da Birmânia e provocando um deslocamento de cerca de 15 metros, um valor elevado comparado com a velocidade normal do movimento das placas oceânicas, cerca de um milímetro por ano.

A deslocação das placas tectónicas também alterou a rotação do planeta, tornando os dias mais pequenos em 6,8 microssegundos, modificou a posição do Polo Norte em 2,5 centímetros e tornou a Terra ligeiramente mais redonda.

Todos os anos são sentidos cerca de sete mil terramotos, a maior parte dos quais moderados, no chamado Anel de Fogo do Pacífico, uma zona de grande actividade sísmica localizada no Oceano Pacífico e que abrange o oeste da América, o leste da Ásia e a Oceânia.

Na lista dos tsunamis mais mortais da história destaca-se, como o pior registado no Oceano Atlântico, o de 1755, que, juntamente com os incêndios que lhe seguiram, fez pelo menos 10 mil mortos e destruiu grande parte de Lisboa.

Agência Lusa

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