Cooperativa de Olhão inaugura centro de depuração de bivalves

Cooperativa de Olhão inaugura centro de depuração de bivalves

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Nova unidade vai permitir à Formosa concentrar todo o processo de produção dos bivalves até à venda ao consumidor final
Nova unidade vai permitir à Formosa concentrar todo o processo de produção dos bivalves até à venda ao consumidor final

A Cooperativa de Viveiristas da Ria Formosa, em Olhão, inaugurou hoje um centro de depuração de bivalves, um processo que demorou dez anos a concluir e que permitirá vender a produção directamente ao consumidor.

Com 117 associados, que movimentam entre 1.000 a 1.500 quilos de bivalves por dia, a Cooperativa Formosa, como é conhecida, exporta bivalves frescos para países como a Rússia, Angola e Bélgica, disse aos jornalistas o presidente, Manuel Augusto da Paz, sublinhando que o produto fresco, se for bem tratado, pode durar até oito dias.

Na inauguração da Depuradora do Povo esteve presente o secretário de Estado do Mar, Manuel Pinto de Abreu, que admitiu que a realização da obra teve um “caminho difícil” e que o tempo que demorou a sua execução “não deve ser a norma”, embora os atrasos não se tenham ficado a dever apenas ao licenciamento.

“Ainda não foi possível criar todo o edifício legislativo de suporte e há normas que já são mais ágeis, mas há outras em que ainda não se conseguiu chegar lá, pois não conseguimos fazer tudo ao mesmo tempo”, sublinhou, acrescentando que a reestruturação administrativa do sector do mar “começa agora a mostrar resultados”.

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Nova unidade custou 280 mil euros

A nova unidade vai permitir à Formosa concentrar todo o processo de produção dos bivalves até à venda ao consumidor final, sendo que qualquer pessoa pode ali comprar bivalves já tratados ou levar os bivalves para depuração na unidade.

Segundo Manuel Augusto da Paz, ali é possível encontrar todo o tipo de bivalves da Ria Formosa, como amêijoas, ostras ou berbigões, mas também bivalves oceânicos, como é o caso das conquilhas.

As depuradoras servem para tratar os bivalves vivos durante o tempo necessário para a eliminação ou redução do teor de contaminantes microbiológicos, para valores legais, de modo a torná-los próprios para consumo humano.

A nova unidade custou 280 mil euros, na sua maioria financiados por fundos europeus, tendo a Cooperativa Formosa contribuído com uma fatia de 20% do total.

A Cooperativa abrange produtores de toda a Ria Formosa, desde Vila Real de Santo António, até à Península do Ancão, entre Faro e Loulé.

(Agência Lusa)

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