Demolições avançam no concelho de Olhão

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Projecto de renaturalização da Ria Formosa aponta para a demolição de 800 casas de segunda habitação
Projecto de renaturalização da Ria Formosa aponta para a demolição de 800 casas de segunda habitação

O processo de demolição de 43 construções do ilhote do Côco, no concelho de Olhão, listadas no processo de requalificação e valorização da Ria Formosa, tem hoje início, anunciou a Sociedade Polis Litoral Ria Formosa.

As primeiras intervenções passam pela retirada de elementos construtivos com amianto, sobretudo telhados das construções existentes, referem os responsáveis pelas demolições, adiantando que existem quatro imóveis que são de primeira habitação.

“Nenhuma construção comprovada como de primeira e única habitação será demolida antes de ser facultada solução adequada para a questão do realojamento”, segundo um comunicado da Sociedade Polis Litoral Ria Formosa.

Esta entidade esclareceu que o processo está a decorrer nos mesmos moldes dos processos referentes aos ilhotes dos Ramalhetes e da Cobra, do concelho de Faro.

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Os responsáveis frisam, ainda, que a empreitada de “Requalificação dos ilhotes e ilha Deserta” visa a renaturalização de um conjunto de espaços naturais dispersos pelos núcleos de Altura, Côco, Deserta, Cobra, Ratas e Ramalhetes, “ocupados por construções de génese ilegal”.

A empreitada deve estar concluída dentro de sete meses.

Demolições nos ilhotes da Ria Formosa prolongam-se até ao Verão

O projecto de renaturalização da Ria Formosa aponta para a demolição de 800 construções de segunda habitação e arrancou no início de Dezembro no ilhote dos Ramalhetes, com a demolição de 32 construções, tendo-se seguido intervenções em 18 construções no ilhote de Cobra.

As demolições nos ilhotes da Ria Formosa devem prolongar-se até ao Verão e o próximo passo será, ao longo de 2015, a demolição de casas de segunda habitação nos extremos poente e nascente da Praia de Faro (116 construções) e nos núcleos dos Hangares e do Farol, na Ilha da Culatra.

Nos ilhotes e na Ilha Deserta da Ria Formosa vão ser destruídas 193 edificações, sendo mantidos sete pequenos edifícios, como os pertencentes à Universidade do Algarve ou que albergam bombas de água. Nos hangares serão também mantidos três edifícios propriedade da Marinha.

A posse administrativa nas zonas nascente e poente da Praia de Faro acontece na próxima quarta-feira, dia 7, estando o prazo para a conclusão da empreitada estipulado até ao final do próximo ano.

No núcleo da Culatra está prevista a demolição de 113 construções.

(Agência Lusa)

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