Réplica com inscrições da ‘Pedra de Dighton’ vai ser inaugurada em Tavira

Réplica com inscrições da ‘Pedra de Dighton’ vai ser inaugurada em Tavira

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Réplica foi oferecida pelos oficiais da Marinha de Guerra Portuguesa do Curso da Escola Naval (1963-1967) que tem como patrono Miguel Corte Real
Réplica foi oferecida pelos oficiais da Marinha de Guerra Portuguesa, do Curso da Escola Naval (1963-1967), que tem como patrono Miguel Corte Real

A cidade de Tavira será palco da inauguração de uma réplica com as inscrições da “Pedra de Dighton”, no próximo domingo, pelas 12 horas, na Rua João Vaz Corte Real, na margem esquerda do rio Séqua.

De salientar que a réplica foi oferecida pelos oficiais da Marinha de Guerra Portuguesa que frequentaram o Curso da Escola Naval, entre 1963 e 1967, que teve como patrono “Miguel Corte Real”, insigne navegador quinhentista de origem tavirense.

“Neste acto, pleno de simbolismo, serão recordados o glorioso passado das gentes de Tavira, e todos aqueles que, por Portugal, no mar, participaram activa e valorosamente, nos grandes feitos navais da nossa história e contribuíram para desbravar oceanos e mares, em busca de novas terras, riquezas e sonhos”, declara Rui Cabrita, elemento que reside em Tavira e que frequentou o referido Curso da Escola Naval .

A Banda da Armada, associando-se a esta celebração, e ao encerramento da semana de festas da cidade de Tavira, dará um concerto, pelas 21.30 horas, na Praça da República, frente à Câmara de Tavira.

Quem foi Miguel Corte Real

Miguel e Gaspar Corte Real eram filhos de João Vaz Corte Real, navegador tavirense do século XV, que foi capitão donatário da Ilha Terceira, nos Açores.

Gaspar Corte Real desapareceu, em 1501, numa viagem de exploração à Terra Nova, então conhecida por Terra dos Bacalhaus.

Sem notícias do irmão, Miguel Corte Real organizou, em 10 de maio de 1502, uma expedição composta por tês navios. Atingida a costa da Terra Nova, os navios separaram-se para efetuar buscas, marcando encontro para 31 de agosto, numa baía. Na data combinada compareceram dois navios, mas o de Miguel Corte Real nunca mais foi visto.

Mais tarde, em 1680, foi descoberta uma rocha ao rio Taunton, em Dighton, perto da cidade de Fall River, Estado norte-americano de Massachusetts, com diversas inscrições. Em 1918, um professor duma universidade americana, após estudo e investigação, formulou a tese de que parte daquelas inscrições teriam sido feitas por Miguel Corte Real. Segundo esta interpretação, são identificadas nas inscrições, a Cruz de Cristo, o escudete Português e o seguinte texto em latim:

“MIGUEL CORTEREAL

V(oluntate) DEIhic DUX IND(iorum)1511”

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