Professores do Alentejo e Algarve com 178 ‘horários-zero’

Professores do Alentejo e Algarve com 178 ‘horários-zero’

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Sindicato revela que 58 ‘horários-zero’ situam-se no distrito de Faro, 47 no de Portalegre, 39 em Évora e 34 em Beja
Sindicato revela que 58 ‘horários-zero’ situam-se no distrito de Faro, 47 no de Portalegre, 39 em Évora e 34 em Beja

O Sindicato dos Professores da Zona Sul (SPZS) disse ontem que existem 178 “horários-zero” no Alentejo e Algarve, para o próximo ano lectivo, a maioria, 129, concentrados no 3.º ciclo e secundário, sem “redução significativa” de alunos.

“Estes números”, relativos aos docentes a quem não foi atribuída componente lectiva, dizem respeito “apenas aos professores do quadro de provimento das escolas”, explicou o SPZS, em comunicado enviado à Lusa.

Na zona sul, que engloba o Alentejo e Algarve, segundo a estrutura sindical, “verifica-se que, embora não havendo uma redução significativa no número de alunos do 3.º ciclo e secundário, é precisamente aí que se encontra o maior número de professores sem componente lectiva atribuída, 129”.

O sindicato referiu que, durante este mês, procedeu a este levantamento junto das escolas, do número de docentes com ausência da componente lectiva e obrigados a concorrer ao Concurso de Mobilidade Interna.

Dos 178 “horários-zero” contabilizados, 58 situam-se no distrito de Faro, 47 no de Portalegre, 39 em Évora e 34 em Beja, especificou a estrutura sindical afecta à FENPROF.

Contactado pela Lusa, Manuel Nobre, presidente do SPZS, realçou que estes dados “podem pecar por defeito”, pois, “ainda não incluem os professores do Quadro de Zona Pedagógica (QZP)”.

“Estes números só dizem respeito aos quadros de agrupamento/escolas, ou seja, professores que estão vinculados a uma determinada escola”, afirmou.

Faltam sair resultados dos concursos de mobilidade interna dos professores

O sindicalista destacou que ”ainda faltam sair, talvez esta semana, os resultados dos concursos de mobilidade interna dos professores, que incluem também os QZP”.

“O que antecipamos é um aumento brutal do número de professores com ‘horário-zero’”, disse, explicando que estes docentes “correm sérios riscos de transitarem para a mobilidade, passando a receber, ao fim de um ano, só metade do ordenado”.

O SPZS, no comunicado, argumentou que “o elevado número de docentes com ‘horários-zero’ nas escolas resulta, directamente, de medidas deliberadas nesse sentido impostas pelo Ministério da Educação e Ciência (MEC)”.

“Os ‘horários-zero’ traduzem políticas dos últimos anos de desinvestimento na Educação e na Escola Pública, com óbvios e graves prejuízos pedagógicos para os alunos”, criticou o sindicato.

Lembrando faltarem poucas semanas para o início do novo ano lectivo, o SPZS reclamou ser necessária “uma profunda alteração destas políticas educativas”.

(Agência Lusa)

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