Aeródromo de Portimão ultima obras para receber voos regionais

Aeródromo de Portimão ultima obras para receber voos regionais

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Aeródromo vai ficar apto para receber a ligação aérea entre Bragança e Portimão, com passagem por Vila Real, Viseu e Cascais
Aeródromo vai ficar apto para receber a ligação aérea entre Bragança e Portimão, com passagem por Vila Real, Viseu e Cascais

O Aeródromo da Penina, em Alvor, vai ficar apto, na próxima semana, para receber a ligação aérea entre Bragança e Portimão, com passagem por Vila Real, Viseu e Cascais, informou o vice-presidente da Câmara de Portimão.

“As obras de adaptação e a criação de uma sala para o embarque de passageiros e controlo de bagagens devem ficar concluídas durante a próxima semana, o que fará com que o aeródromo fique com todas as condições exigidas pela Autoridade Nacional de Aviação Civil (ANAC) para integrar a linha aérea”, disse à Lusa o vice-presidente da Câmara de Portimão, Castelão Rodrigues.

Segundo o autarca, “ao contrário do que se possa pensar, as obras não começaram tarde”, até porque a Câmara Municipal tem “acompanhado o processo” e iniciou os trabalhos de acordo com o calendário previsto.

Castelão Rodrigues frisou, por outro lado, que o contrato de concessão da linha aguarda o visto do Tribunal de Contas (TdC).

O início da ligação aérea entre Bragança e Portimão estava previsto para o dia 1 de Junho, mas o contrato de concessão entre o Estado e a empresa vencedora do concurso, apenas foi assinado a 28 de Setembro, aguardando ainda o visto do TdC.

“A última informação que temos é que talvez a linha só comece a operar em Janeiro”, indicou o vice-presidente da Câmara de Portimão.

Obras não impedem início dos voos

Castelão Rodrigues frisou que não são as obras que impedem o início dos voos, até porque “são apenas alterações e adaptações à estrutura existente, não tendo sido criado nada de raiz”.

“Foi adaptada uma sala para o embarque dos passageiros e a abertura de duas portas, uma para a saída dos passageiros e outra para a bagagem”, disse o autarca, acrescentando que, “além do exigido, foi melhorado o espaço de acolhimento dos passageiros”.

O autarca adiantou que as questões de segurança “há muito que foram resolvidas, com a aquisição no início do ano de uma viatura de combate a incêndios, equipada com três agentes – água, espuma e pó químico – e a formação de 21 bombeiros”.

Castelão Rodrigues indicou que o maior investimento foi feito com a aquisição do veículo de combate a incêndios dos bombeiros, estando os trabalhos no edifício orçados em cerca de 30 mil euros.

“Trata-se de um investimento que não é significativo, pois estamos a melhorar uma estrutura aeroportuária que tem um movimento considerável ao longo do ano”, frisou o autarca, recordando que o aeródromo “já obedecia a um conjunto de regras exigidas, principalmente ao nível da segurança”.

Aeródromo Municipal de Portimão foi construído em 1971

O vice-presidente da Câmara de Portimão crê que o investimento “trará retorno” para o concelho e para o Algarve, indicando que “no Verão passado várias pessoas questionaram sobre o início da linha aérea”.

“Se será viável ou não, o tempo o dirá. É um esforço financeiro num serviço público de importância”, frisou o autarca, revelando que, “dada a sua importância, a autarquia decidiu não cobrar taxas aeroportuárias ao operador”.

Castelão Rodrigues acrescentou que a autarquia pretende rentabilizar “ainda mais a estrutura, aproveitando a projecção internacional conseguida através das actividades de pára-quedismo dinamizadas ao longo de todo o ano”.

Construído em 1971, o Aeródromo Municipal de Portimão registou uma média de 12 mil voos entre 2012 e 2013, dividindo-se o trafego entre os voos de publicidade e fotografia aérea, lançamento de pára-quedistas e de instrução, e os privados de recreio, oriundos sobretudo de Espanha, França, Alemanha, Holanda, Reino Unido e Suíça.

Aberto ao tráfego ligeiro e ultraligeiro durante todo o ano, o Aeródromo Municipal de Portimão é de Classe II, tendo recebido em 2014 a renovação do certificado da Autoridade Nacional de Aviação Civil válido para os próximos cinco anos, estando integrado na Rede Nacional de Aeródromos.

(Agência Lusa)

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