Cristóvão Norte quer que presidente da CCDR seja eleito por voto directo

Cristóvão Norte quer que presidente da CCDR seja eleito por voto directo

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Deputado do PSD defende que devem ser os algarvios a escolher o presidente da CCDR Algarve
Deputado do PSD defende que devem ser os algarvios a escolher o presidente da CCDR Algarve

O deputado Cristóvão Norte (PSD) propôs que o presidente da Comissão de Coordenação de Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve também seja eleito por voto directo, na lógica apresentada pelo Governo para as áreas metropolitanas de Lisboa e Porto.

“O caso do Algarve é singular: a CCDR e a Comunidade Intermunicipal (AMAL) têm como objecto de intervenção a mesma área territorial, a qual comunga dos mesmos objectivos e ostenta um património económico, social e cultural consolidado”, defende o deputado algarvio numa carta aberta enviada ao primeiro-ministro, a que a Lusa teve acesso.

Cristóvão Norte apoia a descentralização sem “gigantismo metropolitano”: “Portugal descentralizado, mas não subjugado a Lisboa e Porto, a diferentes velocidades e em que se agudizem as disparidades regionais”, escreveu.

Governo apresentou plano de descentralização

O plano de descentralização apresentado pelo Governo na semana passada, em Lisboa, prevê a eleição dos presidentes das áreas metropolitanas de Lisboa e Porto por voto directo dos cidadãos, realizando-se em simultâneo com as eleições autárquicas de 2017.

O ministro-adjunto, Eduardo Cabrita, adiantou na altura que, após a conclusão do plano de descentralização do Governo, as atuais CCDR terão os seus poderes revistos e serão eleitas a partir de 2017 por voto indirecto.

As CCDR serão assim eleitas por voto dos representantes das câmaras e das assembleias municipais das respectivas áreas territoriais.

Para Cristóvão Norte, “trata-se, bem vistas as coisas, de cristalizar um país a duas velocidades: Lisboa e Porto, por um lado, os demais, por outro. Uma descentralização assimétrica e territorialmente desequilibrada”.

O projecto do Governo prevê que ao longo de 2016 haja um processo de diálogo com os representantes das autarquias, seguindo-se a concretização, em 2017, das alterações de orgânica.

O novo quadro de “exercício descentralizado, numa lógica de subsidiariedade”, deverá estar reflectido no Orçamento do Estado para 2018.

(Agência Lusa)

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