Novo modelo de portagens das SCUT está ‘metido na gaveta’

Novo modelo de portagens das SCUT está ‘metido na gaveta’

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Estradas de Portugal diz que receita é ainda insuficiente para fazer face aos encargos anuais com a auto-estrada
Novo modelo de portagens não foi sequer apresentado ao Governo

Quando em todas as regiões afectadas pelas portagens das SCUT, entre as quais no Algarve, a necessidade de revisão do actual modelo de cobrança das taxas é um problema que urge resolver a Infra-estruturas de Portugal considera que esta questão não é prioritária.

O novo modelo de portagens que substituirá os pórticos das SCUT, desenvolvido pela Infraestruturas de Portugal, ainda não foi apresentado ao atual Governo, por não ser “uma prioridade absoluta”, afirmou hoje o presidente da empresa pública. Está pois ‘metido na gaveta’ o projecto de alteração do modelo de cobrança.

Na comissão de Economia, Inovação e Obras públicas, o presidente da IP, António Ramalho, afirmou que o novo modelo de cobrança de portagens para substituir os pórticos nas antigas SCUT, desenvolvido com a Via Verde e a Ascendi, “é uma proposta bastante complexa”, que pretende resolver o défice de marketing e de eficiência do actual sistema de cobrança de portagens nessas auto-estradas (pórticos).

Em Março do ano passado, o Governo anterior anunciou que não decidiria durante a sua legislatura, que entretanto já terminou, sobre a implementação de um novo sistema, porque “não havia conforto técnico” para avançar em tempo útil, referindo que o trabalho ficava feito para um futuro Governo, o actua de António Costa.

Recorde-se que na Assembleia da República têm sido repetidas vezes colocadas questões aos titulares do Governo sobre a matéria das portagens, nomeadamente pelo deputado algarvio do Bloco de Esquerda, João Vasconcelos.

Entretanto, o novo modelo ainda não foi apresentado ao novo Governo, liderado por António Costa, por não ser “uma prioridade absoluta”, explicou o presidente da empresa pública, que juntou a Estradas de Portugal e a Refer – Rede Ferroviária Nacional.

Para António Ramalho, o atual modelo de cobrança de portagens “tem dois défices que deviam ser resolvidos, de marketing e de eficiência”, sendo “caro” uma vez que obriga ao controlo da fotografia da matrícula dos automóveis que passam pelos pórticos.

O próprio primeiro-ministro a reconheceu a necessidade de readaptar o modelo de portagens na Via do Infante, colocando a situação do Algarve num patamar de necessidade aparentemente não compaginável com a posição do presidente da Infra-estruturas de Portugal.

(com Agência Lusa)

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