Investimentos na Linha do Algarve esclarecidos hoje

Investimentos na Linha do Algarve esclarecidos hoje

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O ministro Pedro Marques respondeu aos deputados de forma genérica não se comprometendo com obras concretas
O ministro Pedro Marques não confirmou ainda a ligação ferroviária entre Faro e aeroporto

Os investimentos a realizar nos próximos anos na Linha do Algarve deverão ficar hoje esclarecidos de forma cabal com a apresentação pelo ministro do Planeamento e das Infra-estruturas, Pedro Marques do plano de investimentos ferroviários 2016 – 2020.

O plano a apresentar pelas 15.30 horas na sede da Infraestruturas de Portugal, em Almada, funda-se no PETI 3+ (Plano Estratégico de Transportes e Infra-estruturas) delineado pelo anterior Governo e conta com mil milhões de euros de apoios da União Europeia. 

Aos fundos europeus juntam-se as verbas da comparticipação nacional e  pode ainda acrescentar-se o mecanismo EFSI – European Fund for Strategic Investment (Fundo Europeu para Investimento Estratégico) e o contributo das Infraestruturas de Portugal (IP).

Segundo informação divulgada pelo Ministério do Planeamento e Infra-estruturas, citado pela Agência Lusa, “a concretização destes projetos, previstos e consensualizados no PETI 3+, representa a aposta clara do Governo na ferrovia e na colocação das infra-estruturas ao serviço do desenvolvimento e da economia do país”, daí “a prioridade máxima dada aos corredores de mercadorias”.

O que se espera para o Algarve

Recorde-se que como o POSTAL noticiou esta aposta do Governo de António Costa já tinha sido confirmada pelo ministro em sede de Comissão Parlamentar de Economia, Inovação e Obras Públicas.

Na mesma comissão o titular da pasta confirmou ao deputado Cristóvão Norte a electrificação da Linha do Algarve, mas não se pronunciou sobre o ramal de ligação de Faro ao Aeroporto Internacional de Faro, uma das obras prometidas pelo anterior Governo.

As apostas centrais nos corredores de mercadorias com saída para a Europa

As maiores apostas recaem sobre os corredores internacionais norte e sul.

No corredor internacional norte, um dos destaques é o projecto Aveiro-Vilar Formoso, uma obra que custará cerca de 56 milhões de euros e deverá estar concluída no último trimestre de 2020.

O corredor internacional norte inclui ainda o projecto Pampilhosa-Vilar Formoso, a electrificação do troço Covilhã-Guarda, para permitir comboios eléctricos na totalidade da Linha da Beira Baixa, e a construção da concordância na Guarda e Pampilhosa. Nestes dois últimos casos, a contratação da construção está prevista para Agosto.

Este corredor visa melhorar a ligação ferroviária do norte e centro de Portugal com a Europa, para viabilizar um transporte ferroviário de mercadorias eficiente, permitindo a articulação entre os portos do norte/centro e a fronteira de Vilar Formoso, promover a interoperabilidade ferroviária com a rede espanhola e a europeia e reduzir os custos de operação da IP da ordem dos 500 mil euros por ano.

O corredor internacional sul é também um projeto significativo e visa assegurar a ligação ferroviária entre o sul de Portugal e a Europa, também para viabilizar um transporte ferroviário de mercadorias eficiente, permitindo a articulação entre os Portos do Sul e a fronteira do Caia.

Este projeto antecipa uma redução de custos anual de 0,17 milhões de euros para a IP e de 1,8 milhões de euros para o operador.

Entre as principais intervenções, destaca-se o projeto de redução do tempo de trajeto dos comboios de mercadorias entre Sines e Elvas/Caia em cerca de 1:30 e a utilização de tração elétrica em todo o trajeto.

Este corredor inclui ainda a construção de linha nova entre Évora Norte e Elvas (via única eletrificada, numa extensão de 79 quilómetros), uma obra que deverá ter início em outubro de 2016, e a modernização e eletrificação da Linha do Leste entre Elvas e a fronteira (numa extensão de nove quilómetros) que vai assegurar a ligação a Espanha e cuja contratação da construção terá lugar em dezembro deste ano.

Os projetos do corredor internacional sul permitirão um aumento das receitas anuais da IP em 3,60 milhões de euros.

O Plano de Investimentos Ferroviários 2016-2020 abrange ainda a Linha do Norte, cujo objectivo é melhorar a ligação ferroviária do eixo Atlântico de Portugal com a Europa, que entre outros aspectos, vai permitir reduzir em cinco minutos o percurso entre Lisboa e Porto e os custos anuais da IP em 3,30 milhões de euros.

A Linha do Minho é outro projecto, que permitirá nomeadamente a utilização de tracção elétrica e eliminação da rotura de carga em Nine (eletrificação entre Nine e Valença). Este projecto vai reduzir o custo anual da IP em 0,25 milhões de euros e 1,90 milhões de euros do operador. Além disso, possibilita o aumento das receitas anuais da IP em 1,25 milhões de euros.

O plano, que será hoje apresentado, contempla ainda projectos de corredores complementares – Linhas do Oeste, Douro e Algarve – e outros projectos para Leixões, Setúbal e Cascais, refere ainda a Agência Lusa.

 (com Agência Lusa)

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