Fernando Silva Grade mostra percurso artístico em Faro

Fernando Silva Grade mostra percurso artístico em Faro

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A abertura da exposição de Fernando Silva Grade foi concorrida
A abertura da exposição de Fernando Silva Grade foi concorrida

São 30 anos de percurso artístico mostrados em jeito de antologia da obra pictórica de Fernando Silva Grade.

A abertura da exposição que estará patente no Museu Municipal de Faro e na Galeria ARCO, também situada na Cidade Velha, teve lugar na quita-feira e os dois espaços vão acolher 25 óleos do artista, sobre tela e sobre madeira.

“Não se tratando de uma retrospectiva no sentido estrito do termo, é uma antologia que percorre as fases mais importantes do meu percurso na pintura”, disse ao POSTAL o artista.

Dezassete dos quadros expostos são oriundos de colecções privadas e, por isso mesmo, Fernando Silva Grade, reconhecido aos privados que cederam as suas obras para integrar a mostra, sublinha “o esforço para reunir as obras que fossem marcas de cada uma das fases que atravessei na minha carreira”.

Um artista com forte intervenção cívica

O artista plástico, também conhecido pela sua intervenção no quadro das questões ambientais e de urbanismo e na área mais alargada da cidadania, reconhece que esta exposição é como “um desenho de traços largos dos caminhos percorridos na pintura que fui fazendo ao longo destas três décadas”.

Óleo sobre tela 195x1300cm, 2008 série Mosaicos
Óleo sobre tela 195x1300cm, 2008 série Mosaicos

“Museu municipal não podia deixar de acolher esta mostra de um artista emblemático do concelho”

O também autor do livro “O Algarve tal como o destruímos” é visto pelo director do Museu Municipal de Faro, Marco Lopes, como “um artista do concelho que pela sua relevância não poderia o museu deixar de acolher no seu espaço”.

“As várias linguagens artísticas e as variadas temáticas abordadas pelos 25 quadros que integram a mostra são mais uma oportunidade para o museu cumprir a sua função primordial de dar destaque ao património e cultura do concelho de Faro”, reforça Marco Lopes.

Apresenta-se assim ao público em dois espaços, traços emblemáticos da obra multifacetada do pintor, criando uma linguagem expositiva que visa mostrar a sua evolução e os momentos e escolhas por si criados para expressar a sua arte.

Uma exposição que é  simultaneamente um convite  a percorrer a Cidade Velha  entre o Museu Municipal e a Galeria ARCO

“O museu ao associar-se nesta exposição à Galeria ARCO cria também uma dinâmica dentro da Cidade Velha entre dois espaços que, embora próximos, vão criar sinergias acabando por participar na geração de um percurso para os visitantes todo ele feito rodeado por património e cultura”, refere o responsável pelo museu da cidade.

Na galeria ARCO, sem actividade galerista há bastante tempo, recupera-se assim a função de outrora numa parceria entre o museu, o pintor e as associações ALFA e ArQuente, que cederam os seus espaços para acolher a exposição de um dos artistas ilustres de Faro.

Um homem e artista marcante

A exposição – cumpre dizê-lo – mostra o trabalho artístico de um homem cujo perfil interventivo, atento e preocupado merece destaque na sociedade farense e algarvia. Trata-se de um rosto que marca em muitos momentos a face visível das lutas pela conservação e protecção da cultura e do património colectivo do Algarve e que é uma referência em termos de intervenção cívica em prol do bem comum.

A Cidade Velha mostra agora uma paleta com 30 anos de história na pintura de um homem e artista a quem decerto a cidade e a própria região muito devem, um momento marcante na carreira de Fernando Silva Grade e uma oportunidade rara de melhor compreender o artista num todo desenhado para vivenciar um caminho feito na arte de pintar.

A não perder até 22 de Maio no Museu Municipal de Faro e na Galera ARCO, dois espaços na Vila Adentro unidos para mostrar um único artista, Fernando Silva Grade.

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