Portugueses não têm capacidade para suportar uma despesa inesperada

Portugueses não têm capacidade para suportar uma despesa inesperada

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O estudo mostra que aumentou consideravelmente o número de consumidores sem qualquer capacidade de suportar despesas extras (36%)

Em caso de surgimento de uma despesa inesperada, apenas 23% dos portugueses teriam capacidade de suportá-la. Uma percentagem bastante inferior à que era registada no ano passado, altura em que 42% dos consumidores afirmavam conseguir fazer face a despesas extras. Estas são conclusões de um recente inquérito realizado pelo Cetelem, que todos os anos analisa o nível de literacia financeira dos portugueses.

O estudo mostra que aumentou consideravelmente o número de consumidores sem qualquer capacidade de suportar despesas extras (36%) face àqueles que as poderiam enfrentar sem recorrer a empréstimos (23%). Entre os que afirmam ter capacidade para lidar com uma despesa inesperada, o valor disponível para essa eventualidade é muito variável.  

No caso de surgimento de uma despesa extra, 8% dos portugueses afirmam conseguir suportar até 100 euros num mês. Cerca de 6% conseguiriam enfrentar gastos inesperados até 250 euros e outros 6% poderiam ir até aos 500 euros. Apenas 2% dos inquiridos declaram conseguir fazer face a despesas até aos mil euros e somente 1% poderia suportar até dois mil euros.

“Verificamos que quanto maior o valor da despesa extra, menos são os consumidores com capacidade para a suportar. Mas mais preocupante ainda é o facto de serem cada vez mais os portugueses que não conseguem enfrentar gastos extras sem recorrer a empréstimos. Neste momento, o peso das despesas fixas é de tal forma elevado, que resta pouca folga no orçamento para enfrentar gastos inesperados”, declarou Diogo Lopes Pereira, director de marketing do Cetelem, em nota de imprensa.

O estudo sobre a Literacia Financeira foi realizado pela Cetelem, entre os dias 16 e 19 de Fevereiro, através de 500 entrevistas telefónicas a portugueses de ambos os sexos, com idades compreendidas entre os 18 e os 65 anos, residentes em Portugal. 

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