Pravi marca presença na Marcha Animal em Lisboa

Pravi marca presença na Marcha Animal em Lisboa

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Os activistas da causa animal na partida de Faro
Os activistas da causa animal na partida de Faro

Marcha Animal volta hoje às ruas para exigir “mais protecção” para os animais e a associação Pravi, de Faro, não deixou escapar a oportunidade de reforçar a luta pelos seus objectivos de protecção e defesa dos animais.

A associação, uma das mais activas na defesa dos direitos dos animais a nível regional e mesmo nacional, com um relevante papel por exemplo na aprovação da legislação sobre os maus-tratos a animais, partiu hoje de Faro rumo à capital com o apoio da Câmara local na cedência do transporte dos membros da estrutura associativa.

A Marcha Animal regressou hoje às ruas de Lisboa para exigir “mais proteção para os animais” e reclamar que “tortura não é cultura”, numa referência à tauromaquia que os promotores pretendem que não receba financiamento do Estado.

“Tal como fazemos anualmente, em Abril vamos levar a cabo uma marcha que pede mais protecção para os animais, e que este ano tem um ângulo muito especial”, já que o mote é “tortura não é cultura”, disse à Lusa a presidente da associação Animal, que promove o evento.

Isto acontece numa altura em que duas petições da Animal deram entrada no parlamento e que estão prestes a ser discutidas: uma pede para que Portugal siga a recomendação da ONU e que afaste os menores da tauromaquia e a outra para os dinheiros públicos não patrocinarem esta actividade.

Os manifestantes momentos antes da viagem até à manifestação nacional em Lisboa
Os manifestantes momentos antes da viagem até à manifestação nacional em Lisboa

“Se as pessoas quiserem ir à tourada, que infelizmente é uma atividade legal, podem ir, mas que paguem”, acrescentou Rita Silva.

Para esta marcha deverão vir “muitas associações” de defesa do bem-estar animal, incluindo internacionais.

Sobre a lei que criminaliza os maus tratos contra os animais, a presidente da Animal considera que esta “tem dado alguns frutos”, embora registe vários aspetos que merecem ser melhorados.

“O que queremos é mais e melhor aplicação da lei. Há muitas coisas a corrigir. Estamos satisfeitos pela lei existir, mas não chega”, disse.

Segundo Rita Silva, a Animal recebe todos os meses cerca de 300 denúncias de maus tratos contra animais. “E não somos a autoridade”, disse.

De acordo com esta dirigente associativa, “as pessoas continuam a queixar-se de que as autoridades continuam a responder mal e a demorar muito tempo a agir”.

A maior parte das denúncias relaciona-se com “negligência e omissão de cuidados” e refere-se a animais que vivem nas varandas, muitas vezes sem passear, sem contacto com os humanos, a viverem nos próprios excrementos e sem qualquer abrigo dos fatores climatéricos.

“Ainda recentemente, por altura da Páscoa, fomos contactados por pessoas que denunciaram situações de animais que ficaram vários dias nas varandas, enquanto os donos viajavam”.

Rita Silva não tem dúvidas de que estes donos não têm medo da lei, uma vez que este tipo de situações configura o crime de maus tratos contra os animais.

(com Agência Lusa)

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