Assunção Cristas contra 35 horas diz que Estado deve “dar o exemplo”

Assunção Cristas contra 35 horas diz que Estado deve “dar o exemplo”

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Ex-ministra da Agricultura e deputada centrista anunciou a sua candidatura através do facebook
Líder dos populares está contra a reposição das 35 horas

A presidente do CDS-PP, Assunção Cristas, defendeu hoje que o momento actual deve ser de união de esforços para criar riqueza e emprego e que o Estado deve “dar o exemplo” no trabalho, recusando as 35 horas semanais.

“Creio que o país precisa de unir esforços para crescer, para criar investimento, para criar riqueza, para criar emprego. Este emprego não nasce do nada, nasce de trabalho, e o Estado tem também de dar o exemplo nesse trabalho”, defendeu Assunção Cristas.

A líder centristas falava aos jornalistas à margem de uma conferência sobre envelhecimento activo, promovida pelo CDS-PP, na Assembleia da República, em Lisboa.

Questionada sobre a reposição das 35 horas semanais de trabalho na Função Pública, Cristas afirmou não lhe parecer que no contexto actual a medida “vá ajudar”.

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“Nós olhamos para o estado do país, nós olhamos para um crescimento económico que praticamente não existe ou existe de forma diminuta, olhamos para o desemprego que está pior e o emprego que teima em não aparecer, olhamos para as exportações que estão em claro declínio e aquilo que julgo que é importante no país é unirmos esforços para que todos possamos ajudar a criar emprego, a gerar investimento e a garantir que a nossa economia começa a crescer a ritmos significativos”, sustentou.

Além de referir que no sector privado se trabalham 40 horas semanais, a presidente do CDS-PP criticou também a “forma como o Estado funciona”, não favorecendo o investimento, “com atrasos, com processos longos, com dificuldade em gerir as coisas com mais rapidez”.

Peter Praet do Banco Central Europeu questiona a reintrodução das 35 horas em face da necessidades de reformas no Estado
Peter Praet do Banco Central Europeu questiona a reintrodução das 35 horas em face da necessidades de reformas no Estado

Responsável do BCE questiona reintrodução das 35 horas de trabalho na função pública

Peter Praet, do conselho executivo do Banco Central Europeu (BCE), disse hoje que as reformas em Portugal “têm que ser continuadas”, mas questiona as implicações como a reposição das 35 horas de trabalho semanais.

“Quais são as implicações orçamentais, por exemplo, se se voltar para a semana das 35 horas? Este ainda é um período em que existem pontos de interrogação”, afirma Peter Praet, numa entrevista publicada hoje no jornal Público.

Jerónimo de Sousa quer reintrodução das 35 horas em Julho

No domingo, o secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, defendeu que “não há argumento” ou “forma enviesada” que possa impedir a reposição, a 1 de Julho, do horário de trabalho das 35 horas semanais na função pública.

“Não se trata de conquistar qualquer direito novo. O que estamos a propor é que, com a mais elementar justiça, se reponha aquilo que foi roubado, aquilo que foi tirado aos trabalhadores da administração pública”, disse, durante um comício, no mesmo dia em que o jornal Público titulou que o Presidente da República “ameaça vetar as 35 horas na função pública”.

O jornal Público avançou nessa edição de domingo que Marcelo Rebelo de Sousa “tem dúvidas sobre a oportunidade” do regresso a este horário de trabalho das 35 horas, que tinha sido alargado para as 40 horas pelo anterior Governo PSD/CDS-PP.

Hoje, quando interrogado pelos jornalistas se já decidiu sobre a reposição das 35 horas semanais, o Presidente da República lembrou apenas que “ainda não há lei” e que o diploma só será votado no parlamento no dia 3 de Junho.

Agência Lusa

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