DECO e Centros de Inspecção Automóvel defendem inspecção de motos

DECO e Centros de Inspecção Automóvel defendem inspecção de motos

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Cerca de 50% dos centros de inspecção já estão preparados para arrancar com o serviço
Cerca de 50% dos centros de inspecção já estão preparados para arrancar com o serviço

A Deco – Associação do Consumidor considerou hoje uma boa medida a inspecção obrigatória aos veículos de duas rodas para uma melhor segurança rodoviária, uma medida defendida pela Associação Nacional de Centros de Inspecção Automóvel (ANCIA).

Entre as medidas que a ANCIA pediu ao Governo que fossem implementadas, encontra-se a extensão das inspecções a todos os veículos de duas e três rodas, tractores e máquinas industriais, bem como a inspecção obrigatória quando um veículo é vendido, sempre que a última inspecção tenha sido realizada há mais de três meses.

Em declarações à Lusa, Luís Pisco, jurista da Deco, referiu que faz “todo o sentido” a existência de uma inspecção aos veículos de duas rodas “por uma questão de segurança”, sublinhando que “quanto mais segurança houver neste tipo de veículos, melhor para o trânsito e segurança das pessoas”.

Por seu turno, Paulo Areal, presidente da ANCIA, explicou à Lusa que “só falta a publicação de dois pacotes legislativos” para que a inspecção periódica aos veículos de duas rodas com uma cilindrada acima dos 250 centímetros cúbicos “seja implementada”.

“Foi um processo longo, que implicou a necessidade dos centros de inspecção se apetrecharem em termos condições físicas, linhas de inspecção e equipamento. À data de hoje 50% dos centros estão em condições físicas para arrancarem com o serviço. Em finais de Junho penso que quase a totalidade dos centros o possam fazer”, explicou Paulo Areal.

Segundo o responsável, após a publicação dos diplomas que têm a ver com a classificação de deficiências e de um outro sobre a formação de inspectores, estão reunidas as condições para a inspecção de motociclos com cilindrada acima dos 250 cm3, uma percentagem do parque de motos “relativamente reduzida sendo estimados 80 mil veículos”, de acordo com Paulo Areal.

(Agência Lusa)

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