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Hotelaria do Algarve foi o principal destino do país no 1º trimestre de 2016

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As principais regiões de destino em Portugal foram o Algarve e Lisboa

A hotelaria em Portugal registou no primeiro trimestre um aumento de 14,9% nos hóspedes e de 16,% nas dormidas, para 3,2 e 8,3 milhões, respectivamente, beneficiando do impulso da Páscoa, que se assinalou em Março, divulgou o Instituto Nacional de Estatística (INE) esta segunda-feira.

As principais regiões de destino foram o Algarve (28,4% das dormidas totais) e Lisboa (27,5%).

Algarve, Lisboa e Madeira foram as regiões com maior procura por parte de hóspedes vindos do estrangeiro (respectivamente 32,8%, 29,4% e 20,1% das dormidas).

Considerando apenas o mês de Março, o INE reporta uma subida de 18,8% nos hóspedes, para 1,4 milhões, e de 20,3% nas dormidas, para 3,7 milhões.

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“Esta evolução superou a do mês anterior (+14,9% e +15,5%) e está em parte associada a um efeito de calendário, já que a Páscoa este ano se celebrou em Março e em 2015 em Abril”, refere o INE.

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O trimestre terminou com aumentos de 19,7% e 21,5%, para os proveitos totais e de aposento, respectivamente

Para o aumento das dormidas em Março concorreram tanto o mercado interno (+18,5%), como os externos (+21,0%), tendo-se a estada média situado nas 2,7 noites (+1,2%) e a taxa de ocupação cama nos 41,1% (+5,9 pontos percentuais [p.p.]).

No período acumulado de Janeiro a Março a taxa de ocupação foi de 33,5% (+3,6 p.p.).

Em março, os proveitos aumentaram (+22,5% nos proveitos totais e +25,6% nos de aposento) e aceleraram face ao mês anterior (+21,5% e +21,4%), somando um total de 170,6 milhões de euros e de 118,7 milhões no caso dos de aposento.

O trimestre terminou com aumentos de 19,7% e 21,5% para os proveitos totais e de aposento, respectivamente.

Segundo o INE, em Março, as dormidas em hotéis aumentaram 21,9% e corresponderam a 69,0% do total, tendo todas as categorias apresentado “evoluções significativas, principalmente as unidades de quatro estrelas (+24,2%), que representaram quase metade das dormidas desta tipologia (48,7%)”.

No período, quer as dormidas de residentes, quer as de não residentes “aumentaram expressivamente”, com o mercado interno a gerar 1,1 milhões de dormidas (+18,5%) e a acelerar face aos últimos meses (+11,6% em fevereiro e +9,1% em Janeiro).

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No acumulado de Janeiro a Março, as dormidas de residentes aumentaram 13,6% e as de não residentes 17,1%

Já as dormidas dos mercados externos (2,6 milhões) representaram 70,7% do total e aumentaram 21,0% (+17,3% em Fevereiro), tendo o crescimento em Março apenas sido superado pelo de Abril de 2014 (+22,7%), que teve o mesmo efeito de calendário de Páscoa.

No acumulado de Janeiro a Março, as dormidas de residentes aumentaram 13,6% e as de não residentes 17,1%.

Num contexto em que todos os 12 principais mercados emissores de turistas para Portugal aumentaram “ligeiramente” a sua representatividade (81,4%, face a 80,9% em Março de 2015), destacou-se a “evolução fortemente positiva” do mercado espanhol que, “como é habitual no período da Páscoa”, aumentou as dormidas em 77% e viu a respectiva quota (14,4%) superar “largamente” a do mês homólogo de 2015 (9,8%).

Também o mercado britânico (20,2% das dormidas de não residentes) apresentou um “acréscimo significativo” (+19,7%), enquanto a Alemanha cresceu 13,0% e viu o seu peso reduzir-se de 18,8% em Março de 2015 para 17,6% em Março de 2016.

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Em Março, o rendimento médio por quarto disponível aumentou “significativamente”

França e Países Baixos apresentaram acréscimos de 4,4% e 1,7%, desacelerando face aos meses anteriores e com quotas de 6,6% e 5,7%, respectivamente, enquanto a Irlanda, a Bélgica e EUA registaram “aumentos expressivos” (+56,0%, +28,5% e +20,1%) e o Brasil manteve a tendência decrescente (-0,3%).

Em Março todas as regiões evidenciaram “aumentos significativos” das dormidas, com destaque para os Açores (+55,6%, em linha com os últimos meses), sendo ainda “de assinalar” os acréscimos do Algarve (+28,2%), do Norte (+25,3%) e do Alentejo (+21,8%).

As dormidas de residentes aumentaram “expressivamente” nas regiões autónomas (+51,6% nos Açores e +43,1% na Madeira), no Alentejo (+27,3%), Algarve (+18,4%) e Norte (+18,2%), enquanto nas dormidas de não residentes os Açores mantiveram o maior aumento (+60,9%), seguido pelo Norte (+32,9%), Algarve (+30,7%) e Centro (+27,9%).

Em Março, o rendimento médio por quarto disponível aumentou “significativamente” (22,1%), fixando-se em 29,6 euros, com Lisboa e a Madeira a registarem os valores mais elevados (47,7 e 44,3 euros).

À semelhança do mês anterior, os estabelecimentos com maior rentabilidade média por quarto disponível foram os hotéis de cinco estrelas (60 euros) e as pousadas (48 euros), a que corresponderam acréscimos de 27,1% e 54,9%.

 

(Agência Lusa)

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