Jornal louletano entrega 11 cadeiras de rodas em campanha solidária

Jornal louletano entrega 11 cadeiras de rodas em campanha solidária

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Nathalie Dias, directora do "A Voz de Loulé", durante a cerimónia de entrega das cadeiras de rodas
Nathalie Dias, directora do “A Voz de Loulé”, durante a cerimónia de entrega das cadeiras de rodas

O jornal louletano “A Voz de Loulé” entregou recentemente 11 cadeiras de rodas a várias instituições de solidariedade social do concelho de Loulé, numa acção solidária que se realiza pela segunda vez e esteve assente na recolha de cinco toneladas de tampinhas que foram convertidas nestes apoios técnicos destinados a pessoas com mobilidade reduzida.

A cerimónia de entrega das 11 cadeiras de rodas foi realizada durante um almoço no restaurante “O Museu”, em Boliqueime, que contou com a presença de cerca de 120 pessoas.

Entre os presentes estiveram Vítor Aleixo, presidente da Câmara de Loulé, a embaixatriz do Brasil, Lígia Boldori, e a escritora Roseana Aben-Athar Kipman, assim como os presidentes, de todas as instituições beneficiadas, e todos os presidentes das Juntas de Freguesia do concelho.

A Direcção do jornal destaca o alargado movimento de pessoas que aderiram a esta causa solidária e que tornaram possível a recolha de uma quantidade tão relevante de tampinhas, algo que se atingiu mobilizando quer as instituições sociais do concelho, quer as Juntas de Freguesia, bem como a própria autarquia, que consigo arrastaram centenas de pessoas para esta maratona solidária de mais de dois anos.

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Recorde-se que a primeira edição desta causa social teve lugar em 2013 e deu origem à entrega de quatro cadeiras de rodas à Fundação António Aleixo, ao Lar de Benafim, à Santa Casa da Misericórdia de Boliqueime e ao Centro Comunitário de Salir.

Motivação para ir mais longe

A responsável da organização do movimento solidário com o presidente da Câmara de Loulé, Vítor Aleixo
A responsável da organização do movimento solidário com o presidente da Câmara de Loulé, Vítor Aleixo

Foi o sucesso da primeira edição da iniciativa do jornal “A Voz de Loulé” e a contínua vontade de ajudar a resolver problemas sociais que levaram o órgão de comunicação social louletano a avançar com uma segunda edição.

Depois de todas as dificuldades ultrapassadas e de mobilizadas todas as vontades necessárias a tornar realidade este verdadeiro desafio solidário, tornou-se agora realidade o apoio directo às instituições que mais careciam deste tipo de apoio.

A organização da iniciativa tem ainda em processo de entrega quatro cadeiras de rodas que serão disponibilizadas a quatro casos individuais de pessoas com mobilidade reduzida, estando a selecção dos beneficiários desta ajuda a ser seleccionados.

Assim, ao todo a campanha culminará com a disponibilização de 15 cadeiras de rodas.

Nathalie Dias, directora do “A Voz de Loulé” destaca as dificuldades da iniciativa

As ajudas técnicas, cadeiras de rodas, destinam-se a 11 instituições de solidariedade social do concelho e a quatro casos individuais ainda em processo de selecção
As ajudas técnicas, cadeiras de rodas, destinam-se a 11 instituições de solidariedade social do concelho e a quatro casos individuais ainda em processo de selecção

A directora do jornal louletano, Nathalie Dias, não deixou de destacar as relevantes dificuldades com que a organização desta iniciativa solidária se deparou em ambas as edições.

Se na primeira os problemas logísticas, uma vez ultrapassados, fariam adivinhar uma segunda edição menos problemática, a verdade é que desta vez os problemas não foram menores, incluindo a identificação de uma nova empresa para a recepção das tampinhas e questões relacionadas com a logística de todo o processo.

A história de uma acção solidária

Vontade férrea de ajudar nasceu com a necessidade de uma mão biónica para uma criança

A vontade de ajudar que pela segunda vez se faz realidade concreta com a entrega de mais estas 15 cadeiras de rodas nasceu, recorda Nathalie Dias, com a necessidade de em 2010 ajudar uma criança, o Rodrigo, a obter uma mão biónica.

O jornal “A Voz de Loulé”, aceitou o desafio solidário que lhe foi lançado e fez-se ao terreno, lançando as bases e estruturando toda a campanha.

Mais tarde viria a tornar-se desnecessária a ajuda, uma vez que, um empresário assumiu o pagamento da mão biónica do Rodrigo. Mas estavam já recolhidas pela campanha do jornal algarvio uma tonelada de tampinhas e foi então que surgiu a ideia de lhes dar um destino solidário adequado a pensar no concelho.

Vista geral da cerimónia de entrega das cadeiras de rodas
Vista geral da cerimónia de entrega das cadeiras de rodas

“Nessa altura verificámos que já tínhamos cerca de uma tonelada de tampinhas e não sabíamos o que fazer com elas”, recorda Nathalie Dias, directora do jornal.

“Apesar de no Concelho de Loulé não existirem casos de pessoas que tivessem necessidades semelhantes às de Rodrigo”, Nathalie Dias entendeu que a campanha não deveria parar, recordando que, “todos os dias vinham pessoas ao nosso escritório com garrafões, garrafinhas ou sacos-de-plástico cheios de tampinhas. Pensámos então que o melhor seria continuar a recolher para depois trocar e dar às associações do Concelho que constantemente necessitam”.

A responsável do jornal realça o apoio de centenas de pessoas neste movimento, mas não deixa de colocar em destaque Horácio Ferreira, da CACIAL, Carlos Esteves, da TIF – Transportes Ideal da Freixeira.

A escolha das associações e instituições que receberam as cadeiras de rodas recaiu sobre aquelas que apresentavam mais necessidades e, para isso, contou-se com o apoio dos Presidentes de Junta das respetivas freguesias.

Vítor Aleixo, Presidente da Câmara Municipal de Loulé, que também marcou presença nesta cerimónia, mostrou a sua satisfação pelo sucesso do projecto, “esta iniciativa tem vários aspetos importantes: em primeiro lugar é uma iniciativa de ação social e nós sabemos que há muitas pessoas a precisar de apoio, em segundo, temos a questão da reciclagem, matéria que merece a nossa atenção e para o qual o nosso concelho tem uma estratégia municipal para a adaptação às alterações climáticas”. Por esse motivo, o concelho “tem a obrigação de se associar”, referiu.

Quanto à possibilidade de uma terceira campanha, Nathalie Dias lançou o repto: “poderia fazer uma terceira campanha, mas não sozinha, precisaria da vossa ajuda. Se assim for, talvez consigamos desenvolver este processo de forma mais rápida e até conseguir adquirir um equipamento que faça falta a todas as pessoas do concelho”, apelou a directora do jornal.

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