Mapa e passaporte vão divulgar Rota da Dieta Mediterrânica

Mapa e passaporte vão divulgar Rota da Dieta Mediterrânica

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Instrumentos visam incentivar a procura de produtos, bens e serviços da dieta mediterrânica
Instrumentos visam incentivar a procura de produtos, bens e serviços da dieta mediterrânica

A Comissão Regional da Dieta Mediterrânica lançou um mapa do Algarve com uma rota temática e um passaporte, instrumentos que visam estimular a procura de produtos, bens e serviços relacionados com este património.

O mapa de descoberta da Rota da Dieta Mediterrânica entrou em vigor ontem, segunda-feira, e estende-se até 3 de Julho, data a partir da qual estará disponível o passaporte, até ao final do ano. Ambos oferecerão descontos em actividades, restaurantes, lojas e serviços culturais, entre outros.

Segundo Artur Gregório, da associação In Loco, estes dois instrumentos ajudarão a transformar “cada empresa num utilizador sustentado dos recursos da dieta mediterrânica”, existindo 125 recursos integrados na rede, na sua maioria empresas, mas também museus e monumentos nacionais, por exemplo.

Apresentada campanha “Onde fica? o melhor do Mediterrâneo”

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A campanha de comunicação da rota para 2016, sob o mote “Onde fica? o melhor do Mediterrâneo”, foi na segunda-feira apresentada nas instalações da Região de Turismo do Algarve, um dos parceiros da comissão regional, a par da In Loco e da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve.

De acordo com Artur Gregório, este projecto é um ensaio que visa “mostrar aos empresários que é importante apostar em gamas de produtos e serviços ligados à dieta mediterrânica”, estimulando o aumento da procura por parte dos consumidores.

Segundo Desidério Silva, presidente da Região de Turismo do Algarve (RTA), a rota da dieta mediterrânica é um projecto que encaixa no reposicionamento do turismo algarvio durante a época baixa, entre Outubro e Maio.

“A RTA tem procurado encaixar a dieta mediterrânica e tudo o que é a sua filosofia como uma das nossas vantagens maiores na promoção e divulgação, é daqueles selos transversais a toda a região e a todas as épocas do ano”, afirmou.

De acordo com Nelson Dias, da associação In loco, o projecto “faz todo o sentido, porque resulta na materialização da sinalização de um conjunto de recursos que existem na região e que completam o conceito da dieta mediterrânica”. Este, sublinhou, vai “muito além” da vertente alimentar.

Contudo, o responsável alertou para a necessidade de encontrar financiamento adicional para dinamizar este percurso, já que as rotas “não podem ser apenas criadas” e depois divulgadas através de “folhetos, internet e informações dispersas”.

Campanha autofinanciada e suportada sobretudo por empresários

Segundo Artur Gregório, a campanha de comunicação apresentada está a ser “autofinanciada” e suportada sobretudo por empresários, embora grande parte do trabalho envolvido seja de voluntários.

“O objectivo era criar ferramentas que permitissem aos visitantes orientar a sua descoberta dos recursos da dieta mediterrânica”, divididos em cinco subprodutos: património, produtos, actividades, artesanato e restaurantes.

Na ocasião foi ainda assinado um protocolo entre a Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA) e a Associação In Loco, no âmbito da Rota da Dieta Mediterrânica.

Em Dezembro de 2013, a dieta mediterrânica foi classificada como Património Mundial e Imaterial da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO).

Portugal tem Tavira como a sua comunidade representativa, que assegurou o processo técnico de preparação, mas a candidatura é transnacional e subscrita por sete Estados com culturas mediterrânicas.

(Agência Lusa)

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