Petição para proibição do glifosato já tem 15 mil assinaturas

Petição para proibição do glifosato já tem 15 mil assinaturas

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Em Portugal, as autarquias usam glifosato para retirar as ervas daninhas de jardins ou de outros locais públicos
Em Portugal, as autarquias usam glifosato para retirar as ervas daninhas de jardins ou de outros locais públicos

A autorização para se continuar a usar o pesticida glifosato vai ser votada quarta-feira na Comissão Europeia e em Portugal uma petição a favor da sua proibição já reuniu 15 mil assinaturas.

Dirigida à Assembleia da República, ao Presidente da República e ao Ministério do Ambiente, a petição pretende “a proibição total de venda, distribuição ou uso do herbicida glifosato” em Portugal, por ter sido considerado um “carcinogénico provável para o ser humano” pela Agência Internacional de Investigação sobre o Cancro, da Organização Mundial de Saúde.

“Isto significa que há provas científicas convincentes de que a substância provoca cancro em animais de laboratório e provas limitadas de que também o faz no ser humano”, salienta o texto da petição.

“Devido ao perigo que apresenta à saúde humana e animal, vimos pedir aos responsáveis no Governo português que proíbam o uso, venda e distribuição deste herbicida, usado em culturas geneticamente modificadas, jardins, entre outros usos, em todo o território nacional”, explica.

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Em Portugal, as autarquias usam este produto para retirar as ervas daninhas de jardins ou de outros locais públicos.

Quercus lança campanha para incentivar autarquias a deixar o produto

A Quercus, uma das entidades que é contra a utilização do glifosato, lançou uma campanha a incentivar as autarquias a deixar este produto, tendo obtido a adesão de seis municípios, incluindo Porto e Braga, e 14 freguesias.

Esta associação de defesa do ambiente defendeu que Portugal deve votar contra a reautorização do glifosato no comité de peritos de quarta-feira, um desafio que dirigiu ao ministro da Agricultura.

Em meados de Abril, uma decisão do Parlamento Europeu, no sentido de autorizar por mais sete anos a utilização do glifosato, deu origem a reacções contra: dos ambientalistas da Plataforma Transgénicos Fora, dizendo tratar-se de “uma profunda cedência” à indústria dos agroquímicos, e a favor da Associação Nacional da Indústria para a Protecção das Plantas (ANIPLA), que representa os comercializadores de fitofarmacêuticos.

Depois dos alertas, o Ministério da Agricultura anunciava que iria retirar do mercado a taloamina e todos os produtos fitofarmacêuticos que contenham aquela substância, por constituírem um risco grave para a saúde humana, animal e para o ambiente.

Um comunicado do Ministério liderado Capoulas Santos considerava que “os produtos fitofarmacêuticos contendo o co-formulante em questão são susceptíveis de constituir risco grave para a saúde humana ou animal ou para o ambiente”, razão pela qual devem ser imediatamente proibidos.

Dados divulgados pela imprensa, em Abril, referiam que, pelo menos, 89 câmaras municipais usam o pesticida para tratamento de vias públicas e que, em 2014, foram vendidas em Portugal cerca de 1.600 toneladas do produto.

(Agência Lusa)

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