Solo ‘A Sagração da Primavera’ de Olga Roriz apresentado em Faro

Solo ‘A Sagração da Primavera’ de Olga Roriz apresentado em Faro

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O espectáculo narra a história de uma jovem sacrificada ao Deus da Primavera

O solo “A Sagração da Primavera”, criado por Olga Roriz, vai ser apresentado no próximo dia 14, sábado, às 21.30 horas, no Teatro das Figuras, em Faro, interpretado por Paulina Santos, anunciou esta sexta-feira a companhia da coreógrafa.

Com direcção de Olga Roriz e interpretação de Paulina Santos, o solo tem música de Igor Stravinsky, cenário de Paulo Reis, figurinos de Olga Roriz e Paulo Reis, e desenho de luz de Cristina Piedade.

Estreado em 2013, em Almada, por ocasião do centenário da apresentação pública do bailado criado pelo coreógrafo Nijinsky com música de Stravinsky, este solo tem edição de vídeo de João Rapozo.

“A Sagração da Primavera”, que narra a história de uma jovem sacrificada ao Deus da Primavera, foi estreada em Paris em Maio de 1913, com coreografia do bailarino russo Vaslav Nijinsky (1889-1950), provocando, na altura, pela inovação, assobios da plateia e até cenas de pugilato entre o público, obrigando à intervenção da polícia.

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A música de Stravinsky (1882-1971) também inovou vários aspectos musicais, desde a estrutura rítmica à orquestração, passando pela forma, pela harmonia e pela valorização da percussão de forma inédita, provocando da mesma forma escândalo, mas veio a tornar-se uma marca do início do modernismo.

Depois da polémica inicial, a obra conjunta desenvolvida por Stravinsky e Nijinsky teve grande repercussão na música e na dança e acabou por figurar entre as maiores criações do património artístico do século XX, e vários coreógrafos criaram versões deste bailado.

No ano passado, Olga Roriz assinalou 20 anos da companhia em nome próprio e 40 anos de carreira com a apresentação da peça “Propriedade Privada” (1996), no Centro Cultural de Belém (CCB), em Lisboa.

A carreira da artista

Nascida em Viana do Castelo, em 1955, Olga Roriz estudou ballet clássico e dança moderna com Margarida Abreu e Ana Ivanova, ingressou na Escola de Dança do Conservatório Nacional de Lisboa e tornou-se primeira bailarina do Ballet Gulbenkian, onde foi depois convidada a coreografar.

Em 1995, viria a criar a Companhia Olga Roriz, actualmente instalada no Palácio Pancas Palha, cedido pela Câmara de Lisboa.

O seu repertório na área da dança, teatro e vídeo reúne cerca de 90 obras, entre elas “Pedro e Inês”, “Electra”, “Nortada” e, a mais recente “Antes que matem os Elefantes”.

Entre outros prémios, foi distinguida com a insígnia da Ordem do Infante D. Henrique (2004), Grande Prémio da Sociedade Portuguesa de Autores (2008) e Prémio da Latinidade (2012).

(Agência Lusa)

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