Música alternativa é no Festival Med

Música alternativa é no Festival Med

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To-Trips
A dupla Tiago Gomes & Tó Trips (elemento dos Dead Combo) sobe ao Palco Bica dia 2 de Julho

A cidade de Loulé já está pronta para receber o Festival Med 2016 que vai manter uma forte aposta no cartaz de concertos. Paralelamente aos três palcos principais, o Festival MED apresenta a programação de mais dois dos espaços alternativos em termos musicais, o Palco Jardim e o Palco Bica.

Uma das novidades desta 13ª edição é a criação de um novo palco no Jardim dos Amuados. Virado para a World Music na sua vertente mais tradicional, o Palco Jardim vai contar com a actuação de artistas provenientes da Síria, Marrocos, Sudão e Guiné Conacri.

Na abertura do Palco Jardim, dia 30 de Junho, vai estar um trio de músicos de raiz afro-árabe e com componentes naturais do continente africano: Muhammed el Bouzidi (Marrocos), Wafir Sheikheldin (Sudão) e Aboubakar Syla (Guiné Conacri). O grupo Muhsilwán apresenta um espetáculo assente em temas tradicionais desses 3 países donde são originários, interpretados com instrumentos de enorme beleza visual e sonora. 

Alturaz Al Andalusi
Alturaz Al Andalusi

Para o segundo dia do Festival, 1 de Julho, a proposta neste novo espaço vem da síria: Alturaz Al Andalusi.

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Trata-se de um grupo que tem como director artístico o prestigiado cantor sírio Mahmoud Fares, especializado na música andalusí Inshad e al Tarab do estilo alepino (Alepo – Síria). Neste projeto, destacam-se também o maestro de percussões orientais, Salah Sabbagh, que domina as mais variadas percussões do mundo árabe, e o bailarino Mohamed Babli que aprendeu o giro derviche (Maulawiya) com os grandes maestros da dança sufí de Alepo. Alturaz Al Andalusi tem Mahmoud Fares na voz, Mohamed Babli, na dança sufi, Youssef, no Kanun e Salah Sabbagh, nas percussões.

O Palco Jardim encerra com uma actuação dos Sharq Wa Garb (Oriente-Ocidente), um grupo de música andalusí e do Médio Oriente. É formado por músicos originários de Marrocos e Síria. O repertório do grupo está baseado na música de países tão diversos como Turquia, Egito, Marrocos, Argélia, Síria ou Tunísia e na dança oriental que nos transporta ao longínquo oriente com os seus ritmos sensuais das cortes de califas e sultões.

No Palco Bica, que este ano é programado inteiramente pela Casa da Cultura de Loulé, as propostas passam pela música numa corrente mais alternativa.

Na abertura deste palco, dia 30 de Junho, vai estar João Caiano & The Unlovely Stories. Músico e escritor, que usa a sua experiência de vida para alimentar a sua escrita, experimentou vários estilos musicais (hip-hop, metal, folk…) e ultimamente descobriu o seu único e poderoso estilo de cantar. Sobe ao palco acompanhado por Miguel Guerreiro, Zé João, Martim Santos, Hugo Domingos entre outros bons amigos.

Depois, é a vez dos Vulture mostrarem no MED uma mistura fresca de grunge, rock e o peso doom. Transportaram o estúdio até ao Ribatejo, procuraram casas antigas e quintas que pudessem utilizar e tentaram trabalhar sempre neste ambiente único.

Na sexta-feira, 1 de Julho, o projeto algarvio Epiphany traz os temas originais do multi-instrumentista Rui Daniel e da vocalista Catlin. Procuram fazer algo diferente do que se ouve por Portugal, inspirando-se em artistas como: Flume, Chet Faker, The XX, Dream Koala, Portishead, Crystal Castles, M83, e Bring Me The Horizon.

A também banda algarvia constituída por elementos sul-americanos, africanos e europeus Zawaia Sound leva ao público do MED um projeto que tem na sua essência o reggae, numa fusão com rock, soul ou jazz nas suas mais variadas interpretações.

Derradeira noite do MED com a dupla Tiago Gomes & Tó Trips

No encerramento do Palco Bica, a 2 de Julho, vão estar os Migna Mala pelas 20.30 horas, também eles oriundos da região, e que entoam músicas num dialecto próprio, privilegiando as melodias e o sentir. 

Na derradeira noite do MED, a dupla Tiago Gomes & Tó Trips (elemento dos Dead Combo) sobe ao Palco Bica. Este espectáculo consiste numa banda sonora para o livro de Kerouac, interpretada por Tó Trips, em guitarra e efeitos vários, e por Tiago Gomes, lendo excertos do livro, acompanhados por um vídeo-beat de Raquel Castro. É de facto a viagem, uma estrada perdida e infinita para onde os dois performers e o vídeo remetem o espectador, para a Route 66, América de todos os sonhos que aqui são todas as estradas do mundo: vias rápidas, estradas secundárias, desertos, cidades perdidas na noite e becos sem saída.

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