Parlamento aprova audição ao Centro Hospitalar do Algarve

Parlamento aprova audição ao Centro Hospitalar do Algarve

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Em causa o início da época balnear

A Comissão Parlamentar de Saúde aprovou ontem por unanimidade dois requerimentos, do PSD e do PS, para a audição do conselho de administração do Centro Hospitalar do Algarve (CHA) e do presidente da Administração Regional de Saúde (ARS).

O requerimento apresentado pelo grupo parlamentar do PSD, que considera que a prestação de cuidados de saúde na região se agravou nos últimos meses, pede a audição da administração, mas também dos seis directores de departamento daquele centro hospitalar.

Por seu turno, o grupo parlamentar do PS pede a audição do presidente do conselho directivo da ARS/Algarve, João Moura Reis, que consideram estar mais habilitado a esclarecer a actual situação dos cuidados de saúde pública na região, por exercer aquelas funções há mais tempo.

Em declarações à Lusa, o deputado social-democrata algarvio Cristóvão Norte, autor da iniciativa, justificou o pedido com o facto de a prestação de cuidados de saúde na região se ter agravado “nos últimos meses”, assumindo maior gravidade agora, “no início da época balnear”.

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Já o deputado socialista Luís Graça explicou que a administração do Centro Hospitalar do Algarve (CHA), liderada por Joaquim Ramalho, “não tem leitura temporal para esclarecer todas as dúvidas da comissão”, por ter sido empossada apenas há três meses.

“Convém perceber a evolução dos problemas que o PSD agora aponta através de uma visão mais ampla”, considerou, observando que uma administração que está em funções há três meses não tem uma leitura tão abrangente como o presidente da ARS/Algarve, empossado há três anos.

Para Cristóvão Norte, o compromisso que o ministro da Saúde, Adalberto Marques Fernandes, formulou em Março – de que até ao início do Verão “as dificuldades inaceitáveis” no Algarve seriam resolvidas – não foi “obviamente” cumprido.

“Os indicadores dos primeiros meses deste ano são claros: quebra da oferta assistencial, menor orçamento para o Centro Hospitalar do Algarve, excepto no que versa salários, e uma evolução negativa da saúde na região”, concluiu.

(Agência Lusa)

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