PCP critica falta de material pedagógico em escola de Vila Real

PCP critica falta de material pedagógico em escola de Vila Real

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PCP questiona Governo sobre várias situações verificadas durante uma visita à escola
PCP questiona Governo sobre várias situações verificadas durante uma visita à escola

Após uma visita à Escola Secundária de Vila Real de Santo António, onde recentemente decorreram obras de requalificação realizadas no âmbito da Parque Escolar por uma delegação do PCP a estrutura regional do partido critica em nota à comunicação social a falta de equipamento que se verifica no estabelecimento de ensino recentemente requalificado. A situação justificou a colocação de questões ao Governo sobre a matéria em sede parlamentar.

Segundo o PCP “após seis longos e penosos anos, as obras de requalificação foram finalmente concluídas no ano lectivo de 2014/2015, a comunidade escolar tinha a legítima expectativa que, na sequência destas obras de requalificação, a escola fosse dotada de instalações modernas e bem equipadas que contribuíssem para uma melhoria do processo de educativo. Contudo, não foi isto que aconteceu”.

O partido assinala que “a Escola Secundária de Vila Real de Santo António não possui equipamento informático e tecnológico em diversos espaços escolares: 18 salas não possuem vídeo-projector, nem tela de projecção; 20 salas de aula não têm computador; vários espaços de actividade lectiva não possuem pontos de rede ou cobertura wi-fi.

Paulo Sá defende que a redução é um passo intermédio
Paulo Sá é o deputado à Assembleia da República eleito pelo Algarve nas listas do PCP

A estrutura comunista recorda que “as instalações e espaços desportivos são desadequados” e que tal situação foi já “abordada numa outra pergunta ao Governo”, tendo a situação agora detectada alvo de igual tratamento realizado pelos deputados comunistas com assento parlamentar, entre os quais se encontra o deputado Paulo Sá eleito pelo círculo do Algarve à Assembleia da República.

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Segundo o PCP “a comunidade escolar não compreende que umas obras de requalificação da envergadura e custo daqueles que foram realizadas na Escola Secundária de Vila Real de Santo António não contemplem o apetrechamento informático e tecnológico das salas de aulas e de outros espaços lectivos”.

“A estas insuficiências, acresce ainda a falta de bancadas adequadas nas oficinas de mecânica e de eletricidade. Nestes espaços, usaram-se mesas de sala de aula para improvisar bancadas, com óbvios problemas de segurança para alunos e professores”, refere a estrutura partidária, sublinhando que “apesar de as obras de requalificação terem sido concluídas recentemente, há já sinais de deterioração: soalho levantado em alguns espaços, fissuras nas paredes e nos tectos, portas empenadas, placas de revestimento das paredes exteriores empenadas”.

A Parque Escolar mantém, refere ainda o PCP, “um técnico de manutenção em permanência na Escola Secundária de Vila Real de Santo António, a quem compete fazer pequenas intervenções de reparação e manutenção, assim como verificar e acompanhar diversos equipamentos técnicos (ar condicionado, caldeira para aquecimento de água, quadros elétricos, central de alarme de incêndios, sistema de rega, etc). Refira-se que a Escola Secundária de Vila Real de Santo António paga, por mês, 20 mil euros à Parque Escolar pela manutenção da Escola, além de uma renda mensal de 40 mil euros”.

“O técnico de manutenção da Parque Escolar foi retirado no passado dia 1 de abril e ainda não foi substituído, pelo que diversos equipamentos técnicos da Escola Secundária de Vila Real de Santo António não têm qualquer verificação e acompanhamento, situação que levanta legítimas preocupações à comunidade escolar, nomeadamente ao nível da segurança. Refira-se, a este propósito, que o prazo para a vistoria às instalações de gás da cozinha foi ultrapassado, sem que a Parque Escolar actuasse em tempo útil”, remata o comunicado do PCP.

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